UNIVERSO DAS COISINHAS

25.10.05

ESPECIAL TIM MAIA



Teve o Wilco, teve o Arcade Fire, teve o Television. Os três botaram pra lascar. Mas o Strokes foi o show do TF. Pra guardar.


Eu e Thiago ficamos sinceramente passados com Julian. Por mais que se esforçasse, a platéia (todas as mulheres e 90% dos homens) só tinha olhos pra Ju. Cheio de moral, carismático, bom cantor, meigo (distribuía sorrisos tímidos) e, sem dúvida, lindo, o cara é foda. Hey, Ju, we love you!


Drew (fazendo cara de Drew), nossa amiga de infância. Isso de E.T. pra cá.


TOCANDO O TERROR A torcida Jovem do Sport comandando a histérica tietagem aos Strokes.


No show do Wilco: a banda cujo cabeça (ção), Jeff "Arrigo Barnabé" Tweedy, separa os homi dos minino.
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Amiguinhos, depois de choro, suor, sangue, ranger de dentes e vela, aqui estou na ressaca do Tim Festival. Foi tanto embaço para ir a esse troço que nem sei. As histórias merecem uma série. Mas não vou abusar. Por isso contarei apenas uma delas, que se deu na fatídica sexta-feira, exatamente a tal. Yellow, o responsável por comprar os nossos ingressos via internet, acertou com a Ticketmaster que os bilhetes seriam retirados na bilheteria no dia do show. “Hãããã?!!! Medo”, pensei, há mais ou menos dois meses. Pois bem, na fatídica sexta-feira, a tal, pegamos o maldito vôo da madrugada da Gol, chegamos lascados no Rio, tiramos a providencial soneca e despertamos lindos e loiros para o acontecimento. Aí, o homem, Yellow, pega o papel da Ticketmaster, lê atentamente e me informa: “Temos que pegar os nossos ingressos até uma hora e meia antes do início do evento” (O quê?! Nós estávamos a três horas do evento?! Calma, vai dar tempo). Ele então fala por telefone com Suka, o pernambucano-carioca que nos abrigou em sua casa no Rio. O cidadão se prestou a nos pegar de carro, na saída do trabalho, e nos levar até o MAM. Ok. Passam dez, vinte, trinta, cem minutos e nada de Suka. “Cadê Suka, caralho?!”, pensa Yellow em voz alta. Pega o celular: “Suka, véio, cadê tu?” Entre um “tô chegando” e outro, o cara chega exatamente a tempo da gente realmente ter a chance de dar adeus a toda empreitada da viagem. Já no carro, em meio aos diversos semáforos que se multiplicavam em vermelho, minha respiração não passava do início do nariz. Desolada e tensa, eu olhava pra todo o trecho de Copacabana sem conseguir acreditar naquele universo de carros enfileirados à nossa frente como se estivéssemos em São Paulo. Eu não conseguia pronunciar um “a”. Após 300 anos de estresse, conseguimos botar os pés na frente do MAM, um minuto antes do horário combinado com a Ticketmaster para nós perdermos o direito de retirar os ingressos. Valeu, Cristo Redentor! Com os bilhetes na mão, tomamos o chopp da Lapa para nos acalmarmos do Grande Susto. O bom e velho Suka nos deixa em frente ao MAM. Aí Yellow diz: “Debbie, nesse corre-corre não queria te assustar, mas foi Suka (com essa história de “vai dar tempo, brother”) quem me fez perder o show do Kraftwerk no ano passado”. :)

14.10.05

O BICHO VAI PEGAR


Tippi Hedren, elegantérrima, foge com a pirralhada dos pássaros no clássico de Hitch. Nem na hora do pega a mulher larga a bolsa. Um exemplo a ser seguido.
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O BICHO VAI PEGAR (PARTE 1)
Como se nossos problemas já não fossem grandes o suficiente, Epidemia de gripe do frango é questão de tempo, diz a Folha:

"O diretor-geral da OMS (Organização Mundial de Saúde), o sul-coreano Lee Jong-wook, disse nesta quinta-feira que a gripe do frango pode se transformar em uma epidemia mundial a qualquer momento. Por enquanto, este vírus só foi transmitido de aves para humanos (qualquer tipo de ave, pelo ar ou pelo consumo) e não existe prova definitiva de que o vírus já tenha sido passado de pessoa para pessoa. Em setembro, a ONU, que estabeleceu um escritório de coordenação contra a gripe do frango e humana, alertou sobre a possibilidade de que ocorra em breve uma epidemia dessa doença. Cerca de 150 milhões de pessoas podem ser afetadas no mundo todo. O diretor-geral da OMS ressaltou a importância de estabelecer uma cooperação mundial, pois o surto da doença entre os seres humanos em um só país pode levar a sua rápida propagação pelo mundo. Os cientistas temem que, em breve, possa ocorrer uma epidemia similar à ocorrida em 1918 com a chamada "gripe espanhola". Ela que matou entre 20 e 50 milhões de pessoas no mundo todo. Os outros dois surtos sérios de gripe aconteceram em 1957 na Ásia e em 1968 em Hong Kong, com um milhão de vítimas em cada um dos casos". Ui.

O BICHO VAI PEGAR (PARTE 2)
Como se nossos problemas já não fossem grandes o suficiente, Fabrízio Moretti diz que curtiu o Los Hermanos, em entrevista que esquenta os tamborins para o show da próxima semana. Deu na Folha:

“Agora vai. Sempre foi difícil incluírmos o Brasil no nosso caminho por causa dessa burocracia estúpida de gravadora, que nos faz percorrer primeiro os mercados de sempre. Houve uma vez, antes mesmo do primeiro disco, que íamos por nossa conta, só para tocar para família e amigos. Mas acabou não dando certo.O Brasil de alguma forma sempre esteve em nossas conversas, porque minha família é de lá, o pai do Julian [John Casablancas, fundador da agência internacional Elite Model] mora no Brasil. E a quantidade de fãs brasileiros que pedem nosso show é muito grande”.

"Meu irmão é um grande fã de Los Hermanos e me trouxe um CD que ele fez com as melhores músicas da banda. E me deu ainda um DVD que tem uma apresentação ao vivo dos Los Hermanos numa casa que parecia ser muito legal de tocar ("Los Hermanos no Cine Íris"). Gostei bastante do que ouvi e vi deles". Nããããão!!!

11.10.05


Nelson, o homem que botou batata na literatura. Ah, e antes que eu me esqueça: Nelson, eu te amo.
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É BATATA!
Não sei se já disse isso aqui, mas sou uma pessoa muito desconfiada com gíria, sempre tenho um pé atrás. Quando uma surge, sou uma das últimas a falar. Inicialmente, meu receio é que ainda faça parte de um pequeno circuito, não consiga propagar-se e “morra na praia”. Aí, eu esteja falando algo que não “pegou”. Por outro lado, quando a gíria pega, você começa a citá-la até sem querer, como a bem-sucedida expressão “podicrê”. Estou lembrando agora do surgimento de algumas gírias e expressões “giriáticas”, como o “viajou na maionese”, que até hoje me orgulho de nunca ter dito. “Viajou na maionese” é a pior expressão já concebida na selvageria das ruas. A propósito, gostaria de conhecer o seu criador. Lembro de quando surgiu o “tô ligado, doido”, “é o dez”, “show de bola” (que virou "é show" e título de programa da Record) e de quando ouvi pela primeira vez o desgraçadamente paulistano “da hora” e o malandro “da lata” (esse eu gosto, por conta da lenda urbana sobre seu surgimento). Ao ler agorinha o blog de Miguel (cujo link está aí ao lado), que me prestou uma bela e singela citação, vejo lá a expressão “show de bola” (um elogio que uma menina fez ao nosso amigo). Apesar de achar Miguel "show de bola", considero o termo datado desde sempre. Mas nenhuma gíria supera em feiúra e danação a tal da "balada"! Um dia qualquer, assistia a MTV quando escuto uma garota dizer “Conheci o carinha numa balada”. Eu “Balada?! Que merda é essa?!” Dois minutos depois, o Brasil inteiro, com menos de 17 anos, começava a falar “balada”: “porque na balada...”, “é na balada...”, “eu dei na balada”. Bem, até então, "balada" pra mim era música romântica tipo Air Supply, saca? Então, como diriam os paulistas, conta a lenda que, certa vez, o filósofo Zé Bé estava tomando sua cachaça, quando amigos de pé-de-mesa, em início de curso de jornalismo, começam a perguntar entre si: Saca Fellini? Saca Tarantino? Saca Truffaut? E José Benedito atropela: Saca-rolha? Bem, a genialidade zebeniana explica-se, porque, à época do liseu, costumava-se tomar Carreteiro, o vinho da morte, para aliviar a dor da existência juvenil, tão decantada em O Apanhador do Campo de Centeio, e para abri-lo precisasse de saca... Por falar em jovem, desde jovem, tenho esse medo das gírias. E não me considero careta (será que eu sou careta?!!! AAAAAAAAHHHH). Que horror! Pois bem, sendo careta ou não, o temor continua. E passado o suspense inicial de que a gíria não pegue, tem também o medo de ser a última pessoa a falar uma gíria (a propósito, gostaria de saber qual foi a última pessoa a falar “batata”, nos anos 1960, e a primeira a voltar a falar “batata”, no final dos anos 1990, quando a Globo “televisionou” A Vida Como Ela É, de Nelson Rodrigues, em que é “batata” aparecer “batata” nos diálogos). Pois bem, conheço uma pessoa que, há três ou quatro semanas, começou a dizer “punk” pra tudo e pra todos (“Ah, isso é punk!”, “Que punk!” e assim vai), e não faz a menor idéia do que seja Sex Pistols, bicho! Receio de que dizer "punk" para coisas do dia-a-dia mundano também esteja com seus dias contados. E, agora, tantantantan, a pior gíria de todos os tempos: xaveco. Essa daí... puta que a pariu!!! (É por isso que eu gosto dos palavrões: nunca saem de moda).

7.10.05

SERÁ O IMPOSSÍVE?


MISSÃO Tom Cruise, fazendo cara de Tom Cruise, em momento de total descontração (agora em versão censurada).

6.10.05

ENQUANTO ISSO NO EME ESSE ENE...

...diz: Você, como um wilquete, estará lá no sábado?
Alguém diz:
CLAROOOOOOOO... estão querendo me mandar pra londres no mesmo dia, mas num vou nem a pau. já comprei meus ingressos pro strokes/leon, wilco/arcade.
... diz:
ÊÊÊ!!!
... diz:
A gente vai se ver lá, né, condenado?!!!
Alguém diz:
vc perdeu o show do weezer... antologico, classico, historico, genial, perfeito
... diz:
Acabei nem indo pra festa.
Alguém diz:
num perdeu nada
... diz:
Sou a fã número 1 de lúcio ribeiro no nordeste.
Alguém diz:
ahahahahhaahahhaahahah...
... diz:
Pois bem, meu querido, vamos nos encontrar lindos e loiros no tim.
... diz:
Essa história de los angeles é o quê, ainda que mal lhe pergunte?
... diz:
Ah, e mais:
... diz:
Lúcio gostou da festa?
Alguém diz:
num sei. só encontrei o bicho no domingo.
Alguém diz:
los angeles? o q de los angeles?
... diz:
Londres.
... diz:
É pra fazer o quê, pô?
Alguém diz:
londres era o harry potter, mas num vou nem a pau.
... diz:
Diz aí essa história de Londres. Tu é a única pessoa que eu conheço que entrevista Tom Cruise, esse povo... Aí eu tenho que saber da história pra poder contar em mesa de bar. Tipo "Tenho um amigo que deixou de entrevistar Nicole Kidman por causa do show dos Strokes em São Paulo..."
... diz:
: )
... diz:
Mas quanto a Harry Potter você está certíssimo!
Alguém diz:
nem me fale de tom cruise... tenho uma história ótima q aconteceu há duas semanas
Alguém diz:
aquela bicha é louca, pirada, pinel.
... diz:
Ele é.
... diz:
E um dia vão descobrir que é frango.
... diz:
Não vou com a cara dele, apesar dele ter aquela cara.
Alguém diz:
isso já sabem, o problema q td mundo tem medo de processos de milhões.
Alguém diz:
ele eh supergente fina... mas ele é assim por ser um ótimo ator. eheheheh.. no rio, eu conto o q rolou...