UNIVERSO DAS COISINHAS

27.7.05

CPI NO WEEZER ou A BEVERLY HILLS DOS RICOS ou TROCANDO WILDNER PELO WEEZER


Rivers, querido, a Paulo Francis quer, há muito mais tempo, jantar com os Walsh.
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O caso é de polícia. Na semana passada, vi o clipe da música do novo CD do Weezer. Chama-se Beverly Hills. Pensei, imediatamente antes de ouvir todo o roquinho: “A Paulo Francis fez isso antes e há dez anos atrás!”. Qual não foi a minha surpresa ao constatar que a letra tem conteúdo parecido com o do hit homônimo da banda pernambucana! E não é só isso: a “Beverly Hills” dos Pobres é infinitamente melhor que a “Beverly Hills” dos Ricos! Por isso sugiro que, para evitar um processo de plágio nas costas, Rivers Cuomo passe agora a fazer shows conjuntos com a PFVPC e que isso comece já no Curitiba Rock Festival. **** Enquanto isso, Paul McCartney garante ter recebido o espírito de George Harrison durante o processo de composição do novo CD. Muito estranho isso. Por que não recebera o de Lennon? E por que Harrison não "baixaria" em Noel Gallagher, que já está acostumado a receber o de Lennon? (Tá bom, chega de heresia).

26.7.05

O MUNDO É BÃO, SEBASTIÃO


PASSADO E PASSADAS Comentário do grupinho londrino acima: "Madonna agora só quer ser a superior".
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As coisas estão acontecendo numa velocidade impressionante (isto é o trecho de uma música, tenho certeza). Até parece que foi ontem que ouvi pela primeira vez o CD “Is This It”, e não me esqueci nunca mais da cara de Lule abrindo um sorriso e começando a dançar quando coloquei nos ouvidos dela os fones do discman, que neste momento tocava Last Nite. Desde então um fã-clube virtual formou-se reunindo criaturas como ela, eu, Fabiana e Pat. ***** Pois bem, em meio a todo esse clima strokeano, que envolve ainda a “melancia sem caroço” que a banda promete lançar até o final do ano (“melancia sem caroço” foi a metáfora que Julian usou para definir o terceiro disco), aconteceu um pequeno milagre, no sábado passado: finalmente começo a atrelar as minhas baquetadas, ainda imberbes e claudicantes, a um outro instrumento. A vítima que me acompanhou, ou que eu tentei acompanhar, foi Yellow, de violão elétrico em punho. “Ensaiamos” duas da trilha do Pulp Fiction, Legal Tender, Blister in the Sun... que mais? Eu tocava e me acabava de rir, sem acreditar no evento. Adorei! ***** Encontrei hoje meu vizinho Miguel, um dos head bangers românticos desta cidade, e contei pra ele a novidade (da bateria, do ensaio), no que ele me revela: “só tenho realmente uma semana feliz quando tem ensaio da minha banda. É sério”. Acreditei. ***** Isso não tem nada a ver com nada, mas me fez lembrar de uma história que meu chefe me contou, na viagem que fiz na oooooutra semana. Era sobre um antigo motorista dele. O funcionário era meio doido, tinha faniquitos, arroubos psicóticos, surtos, acessos de loucura, que, em 1923, tranquilamente fariam qualquer um ser trancafiado num hospício pra sempre. Entre os causos, ele contou este: “O motorista tinha um costume: não podia ver ninguém pegando no pesado. Uma vez, era meio-dia, a gente passou num lugar e estavam abrindo um buraco numa rua. Levei o maior susto quando ele passou com o carro no local, diminuiu a velocidade, baixou o vidro do carro e gritou para o homem que tava quebrando a pista: ESSA MAMATA VAI ACABAR!!!”. ***** Ri muito e imaginei a reação de Yellow ao escutar a história. Pois bem, no dia seguinte, de volta à civilização, conto. Yellito riu tanto que quase teve um troço. É sério. Isso foi numa creperia. Garçons já estavam se entreolhando, quando cogitei que saíssemos para que os clientes pudessem voltar a prestar atenção às suas conversas. Pois bem, já contamos essa história pra um monte de gente e descobrimos que só nós conseguimos realmente achar muita graça nela. Povo estranho. ***** Na realidade, é "velocidade estonteante", trecho de Um Índio, de Caetano, aquela que diz “virá, tranqüilo e infalível como Bruce Lee”. Esse “virá” grandiloquente me remete novamente ao assunto pop do ano, a vinda daquela banda nova-iorquina, e isto, como conseqüência, a uma das frases do cancioneiro de Nando Reis: o mundo é bão, Sebastião. E Madonna deve saber disto como ninguém. Pilantra.

22.7.05

CONFIRMADO!!!!!!!!!!!!!


!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! - Desde que saiu a notícia na Folha de São Paulo, com o merecido estardalhaço do jornalista Lúcio Ribeiro, sobre a vinda do Strokes para o Brasil, tenho entrado no site da banda para conferir a informação, ver alguma referência sobre o grande evento. Na seção "tour dates" não tinha nada, nenhuma linha... até HOJE !!! Puta que o pariu!!! Tô passando mal.
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EU PRECISO OUVIR ESSA BANDA - "É exatamente a banda mais bonita, tocante e apaixonante, liricamente falando, que eu ouvi em anos", disse David Bowie sobre o Arcade Fire, que vai tocar no Tim Festival também!
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AGÁ AGÁ - Tenho um vizinho que em toda vez que rola um desses depoimentos das CPIs em andamento, fica postado diante da TV (nunca a TV Senado teve tanta audiência). Na última quarta, no dia do depoimento de Delúbio Soares, subi os oito lances de escada até chegar ao meu apê (no quarto andar!). Quando passei em frente ao apartamento do cidadão, lá estava ele, mais uma vez, com a porta aberta e a TV ligada, capôrra, na maior altura. Ele vai nessa pisada do início ao final das sessões (vale lembrar que a de Bob Jefferson durou seis horas e a de Delúbio, quase dez!). Já construí a seguinte imagem, no sábado ele deve sair para comprar todos os mantimentos para que não precise se ausentar da sala de casa durante a semana. No domingo, prepara-se física e espiritualmente para a maratona da cobertura jornalstica que se inicia já com o Fantástico, à noite. Durante a semana, está lá, no seu sofá, politizando-se, divertindo-se. Porque numa coisa ele tem razão, depoimento em CPI pode não trazer revelações, mas é diversão garantida, principalmente se contar com as coiçadas de Heloísa Helena e seu rabo-de-cavalo. Eu sou fã desta mulher.

19.7.05

OS COMENDADORES CONTRA-ATACAM


Estamos de olho (com voz de Cid Moreira).

OUTUBRO

Domingo passado, um dia depois do feriado de Nossa Senhora do Carmo, estava no Shopping Recife para trocar uma compra na Tok Stok, a loja do cão. Enquanto esperava o relógio dar as 14h, quando o lugar abriria suas portas, circulamos, eu e Yellow, pelo antro maldito do consumismo, até que avisto a Arezzo. A vitrine informava: “liquidação”. Lá dentro, a procura sangrenta do mulherio não deixava dúvidas: havia sapatos da Arezzo “em conta” - como se dizia até 1987. Com um beijo, despedi-me de Yellow, tomei fôlego e entrei, temendo pela minha vida. Em meio a cotoveladas, puxões de cabelo, beliscões, lágrimas e ranger de dentes, encontro uma sandália que, apesar de verde, cairia bem com qualquer roupa, inclusive uma que fosse verde. Era verde calcinha, verde água – o melhor verde que existe. A tentação do consumo ia me consumindo até que um aviso me foi enviado. No som ambiente, começam os acordes de Someday, dos Strokes. Nos olhamos, eu e Yellow (que, a esta altura, já estava dentro da loja para dar solicitados pitacos na minha futura nova aquisição). Ele, então, diz: isto é um sinal. Tal qual Pedro, neguei. Por três vezes. Até que insiste: Debbie, isto é um sinal. Eu que, de vez em quando, tenho arroubos religiosos e supersticiosos, larguei as sandálias. Fui embora, sem olhar pra trás. Estou R$ 79,00 menos pobre. P.S.: Esqueci de me benzer.

18.7.05

FAÇA VOCÊ TAMBÉM O SEU SOUTH PARK


A pedidos: Fábio Araújo, sem a máscara.


Júlio Jacobina.

13.7.05


Rodrigo Carrero. (Tá bom, eu juro que este é o último South Park que faço nesta semana. Até segunda-feira!)

12.7.05


Fábio Araújo (Não tinha a máscara de Mestre Yoda).


Jamerson de Lima. Ops, Jarmeson.

11.7.05


Yellito.


Fabiana Moraes.


E este só poderia ser Felipe Vieira.

6.7.05


Ainda bem que existem os carrinhos...
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Sexta passada, ao levar minha mãe ao aeroporto, recuperei durante o trajeto até Boa Viagem, um episódio que andava perdido (toda família que se preze tem episódios pitorescos, prosaicos, medonhos, que são contados à exaustão para outros parentes, amigos e agregados, para infelicidade dos envolvidos). Um deles encontrava-se esquecido na minha memória e o resgatei para o bem da biografia da pessoa em questão. Não vou revelar com qual dos meus três irmãos se passou o acontecido. Até porque hoje esse irmão, ou irmã, me pediu reserva. O caso se deu no verão de 1997 e demonstra o quanto a convivência com um irmão sob o mesmo teto pode ser algo prejudicial ao bem-estar de uma pessoa. Pois bem, acordava eu com os pássaros, numa resplandecente manhã de verão do ano Titanic. O filme de James Cameron estava em cartaz há meses. Gato e cachorro foi assisti-lo, inclusive meu amigo Zizo, que só saía de casa para ir ao CAC olhar as estudantes, vender suas revistas marginais e, na ocasião, assistir a Titanic. Pois bem, os três irmãos, como toda pessoa que tivesse olhos em 1997, assistiram ao filme oscarizado. No calor da atmosfera titânica, um desses três irmãos, vamos chamá-lo de o Irmão X, não pensava em outra coisa, a não ser na trágica história do navio que virou. Nessa bela manhã, acordo, passo pela cozinha em direção ao banheiro, e vejo o Irmão X preparando-se para colocar um disco no som que fica na cozinha. Boto a pasta de dentes na escova e escuto os primeiros acordes de uma romântica canção que começa com “Every night in my dreams, i see you, i feel you...”. Olho pro espelho e penso: fudeu. Quatro longos minutos depois, a música termina. Ainda bem. Saio do banheiro, coloco o leite no copo, sob os versos já ouvidos, “Every night in my dreams...”. Havia um bis a ser encarado. Sigo com o café-da-manhã disposta a não me afetar, a ser superior diante da situação, é quando escuto outra vez, “Every night in my dreams...”. Aí eu abro a boca e digo: “Irmão X, já deu, né?!. Peraê. Eu também gostei do filme, mas já deu, né?” Vocês sabem como é irmão, é melhor não permitir que ele saiba do que você não gosta. “Every night in my dreams...”. E quando me vi, estava ouvindo o tema musical de Titanic pela décima terceira vez, até que resolvi apelar para a mãe desse cidadão, ou cidadã. Ela, que estava no trabalho, sentencia ao telefone: “Filho X, que palhaçada é essa?!!!”. O Irmão X cala o som. E, astucioso (a), começa a revezar-se entre assoviar ou cantar toda a letra (Isso ela não proibiu). Felizmente, eu tinha que sair. E fui. E, graças ao bom Deus, o caso não acabou no cemitério ou na delegacia, como aconteceu com a mulher que tocou 30 vezes o tema do filme O Guarda-Costas, que tem o refrão mais irritante de todos os tempos, o “and iiiiiiiiii willllll always love yooouuuuuuuuuuuuuuuuuuuu...”. A norte-americana, denunciada pela vizinha, amargou uma semana no xadrez. Na sexta-feira passada, essa minha história rendeu muitas gargalhadas no carro até ao aeroporto. Mas, naquela manhã de 1997, “Every night in my dreams...” foi o pesadelo, e a prova de que irmão bom é o irmão alheio. É, não, irmão X, minha coisa linda!

4.7.05


Esta é uma das fotos enviadas pelo casal Cão e Cat para amigos e parentes, ou seja toda a Recife (são, pelo menos, 617 primos, só da parte de Lule). A jagunça e Thiago, em Londres (conferir o "momento Londres" na fotografia acima, se bem que isso em Casa Amarela tem cara de Nova Descoberta), estão batendo ponto em todos os shows na cidade descolada, o que já incluiu o New Order. No último sábado, entraram felizes no Hyde Park para espiar o Live8, o assunto pop da semana. Não conseguiram ingressar na área do palco porque os bilhetes custavam 200 pounds (tá muito caro salvar o mundo). Ainda atônitos, ficaram junto à mundiçada londrina, que também não conseguiu entrar, em frente aos telões gigantes, onde permaneceram por nove horas. Bem, eu adoro esses eventos internacionais, cercados de marketing e com causas justas. Mas no final das contas, assim como acontece com o Criança Esperança (desculpem a citação), ninguém quer saber ao certo os desdobramentos do acontecido. Da cobertura jornalística só vai ficar mesmo os melhores momentos dos shows, mesmo que sejam momentos bizarros, como a banda de churrascaria do Duran Duran e o Green Day cantando We Are the Champions. Eu até que estava disposta a passar o dia em frente à TV. Mas não deu mesmo. Não quero ser pessimista, mas a gente sabe que projetos com uma proposta tão gigante como esta são festejados, aplaudidos, mas não deixam de ser inócuos, a não ser pelo fato de elevar a audiência da MTV. Então siga essa mesma lógica do Live8. Pegue um pandeiro ou um violão e vá cantar na frente da agência bancária onde por ventura você tenha uma dívida e veja o que acontece. Se der certo, me avise, porque estarei indo agora pro Banco do Brasil da Caxangá! Ah e, antes que eu me esqueça: superpotências, por favor, perdoem a nossa dívida. Vai lá, tio.

1.7.05


Com uma das fotos encaminhadas por Lule, diretamente de Londres, quero agradecer ao destino a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas. Uma delas, além do Cão, já citado na primeira linha, é o Comendador Mendes Coelho, com quem dividi alguns clones de chope na última quarta-feira. O cavalheiro acaba de me presentear com uma bela citação em mais um dos seus textos brilhantes publicados no Cronicax (http://www.cronicax.blogspot.com). Estou sinceramente emocionada. Para vocês entenderem o que é essa pessoa, publico aqui o testemunho que coloquei na página desse cidadão no Orkut: "Você é a mistura de futebol, poesia, cachaça, música, cinema, amizade, amor e death metal que dá forma ao Comendador Mendes Coelho, um dos melhores exemplos de elegância, inteligência, bom humor e finesse que já tocou o Parnamirim e a Várzea (o bairro até hoje chora a partida do menino Rogério). Que mais? Ah! Você é o Paulinho da Viola do Recife! Bem, agora você me deve uma cerveja".