UNIVERSO DAS COISINHAS

31.3.05


FANATISMO MUSICAL, HISTERIA, REGOZIJO, FANIQUITOS, JÚBILO Fabiana Moraes e Débora Nascimento, no tão ansiado show dos Strokes, puxam os gritos de guerra: "Julian, cadê você?!! Eu vim aqui só pra te ver!!! Julian, eu te amo!!!"
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DEU NO UOL
"Dentre as bandas que estão em negociação para tocar no "Claro Que É Rock", em setembro, estão Audioslave, Foo Fighters, Franz Ferdinand, Green Day, Radiohead, System of a Down e Strokes".

30.3.05


Da próxima vez em que você se sentir injustiçado, triste, sem esperança, sem saída, sem opção, lembre-se dessa imagem. Ela é a representação da frase "o mundo dá voltas", ela comprova que a vida é como uma roda gigante, "o que está embaixo é como o que está no alto, o que está no alto é como o que está embaixo". O segredo é olhar a partir do lugar onde você estiver para aquele lugar onde você já esteve, onde você novamente estará. Afinal, ela dá voltas.

PENSE NUMA FOTOGRAFIA...


Pense (com sotaque cearense) num show de fotografia que é Hero!!! O filme não é esse balaio todo, mas as imagens são acachapantes.


E ainda tem a presença de Gláuber, do Burburinho. A propósito, nunca vi um garçom tão pop quanto Gláuber, e que ainda tem nome classudo. Nem os do Anjo Solto chegam perto do "bar star", e olhe que lá já teve garçom-cantor, garçom-performer, garçom-transformer, garçom-ator, garçom-poeta, garçom-filósofo, garçom-compositor, garçom-estilista, garçom-trapezista...

29.3.05

"QUEM QUER DINHEIRO?"


No aerporto, a bela Tati Pink, a diva da pobralhada, tem chegada tão festejada quanto a de Miguel Arraes, na Anistia.
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Eu não tenho orgulho de dizer que o meu programa de hoje à noite (depois de sair com minha amiga Gio) será a final do Big Brother. Passei os últimos três meses sem assistir televisão, deliberadamente. Mas, por conta de três amigos que estavam assistindo ao BBB5 e fazendo a maior propaganda, passei a ver o programa, mesmo sabendo de toda a embromação que isso envolve. Todo mundo sabe que a Globo fatura horrores diariamente com aqueles pobres mortais enfurnados dentro da casa. Um milhão é muito pouco diante do que a emissora lucra com anunciantes, assinaturas e ligações (multiplique a quantidade de telefonemas em dia de Paredão e o preço da ligação e veja por si mesmo). Um milhão é uma miséria para uma pessoa que vende sua alma à TV Globo e que será eternamente lembrada como ex-Big Brother. Assim como nas edições anteriores, só acompanhei o BBB na reta final, há apenas três semanas. Porque sei que um troço desses vicia, por mais que se saiba que estamos assistindo a uma idiotice. Mas Boninho sabe disso e manipula o programa como uma novela ou um seriado, elegendo quais serão os personagens principais, os vilões, a trama, a trilha sonora, transformando em ficção o que deveria ser reality. Por isso vicia. Por isso as pessoas acompanham, porque não é real. Esses meus amigos que assistem ao BBB são inteligentes, cultos, bem-humorados. Um deles gosta de jazz, é leitor voraz de Clarice Lispector e assistiu a todos os filmes de Ingmar Bergman. Todos. Mas é fã ardoroso de Pink, a desbocada cabeleireira do baixo clero, que gosta de Limão com Mel. E, por causa dele, passei também a gostar da doida, que ontem foi recebida com toda a pompa no Palácio das Princesas pelo governador. Hoje, vou ajudar a TV Globo a ficar mais rica. Vou ser mais um na audiência a ficar feliz ao ver as lágrimas do ganhador (provavelmente o professor baiano Jean, o que ouve Caetano e recita poemas). Como todo brasileiro pobre, inconscientemente vou me projetar no vencedor, mesmo sabendo que isso tudo não passa de um grande circo. O problema é que desta vez não consigo deixar de dar a minha cota nessa palhaçada. Mas eu juro que esta será a única concessão que farei à Rede Globo neste ano. A não ser que me convidem para apresentar um programa. De preferência com o mesmo salário de Pedro Bial, que deve ser bem parecido com o valor da premiação de hoje à noite.

21.3.05


Rod Stewart, com o corte Rod Stewart, e o repórter "quase famoso".
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A capa é uma das mais ridículas de todos os tempos. Traz o rosto com o sorriso esfuziante e o cabelo esfuziante de Rod Stewart dentro de um copo de uísque, com três ou quatro pedras de gelo. O negócio é medonho. Mas o disco é um dos itens que serão salvos, se algum dia, que Deus me livre, algum item de minha casa precisar ser salvo, de urgência. O título é meio bregoso, "Sing it Again, Rod" (1972). Mas o disco é pra lascar! Até parece que foi ontem. Faz quatro anos que essa belezinha chegou às minhas mãos pelas mãos de Júlio Jacobina. Deus te abençoe, grande Jacob. O álbum compila os dois LPs solo anteriores do escocês (A Escócia. O copo de uísque. Hummm...Sacou a idéia genial da capa?). E isso quer dizer que inclui a obra-prima do cantor, "Every Picture Tells a Story". Boa parte das pérolas deste long play estão contidas em "Sing It Again, Rod". Pra não encher o saco, vou destacar minhas duas preferidas. "Maggie May" figura nas listas das grandes canções do século passado (eu já a vi em duas top fifty). O arranjo dela pode ser adjetivado de diversas formas, mas todas elas devem partir da palavra brilhante, seguida de uma exclamação. "Maggie May" tem o solo mais bonito de bandolim que já ouvi, e olhe que sou fã de Jacob, o do Bandolim. O instrumento também comparece em "Mandolin Wind", outra que é uma coisa. Já perto do final há um espetacular trecho country, em que toda vez que escuto me imagino como Debra Winger em "Cowboy do Asfalto", dançando no salão, fazendo aqueles passinhos country, vestida de calça jeans, camisa xadrez, com chapéu e de botas. Acho que não é exagero dizer que já escutei essas duas músicas mais de, hum, 100 vezes. Esse disco eu não dou, esse disco eu não vendo, esse disco eu não empresto. Quem quiser uma cópia é só avisar, que eu faço. Com o maior prazer. Com ele, esqueço das babas cantadas por Rod Stewart nos anos 1980 e me lembro de que ele já foi grande. Matei o cara? Não. Esses últimos CDs sobre jazz são de matar. Ou melhor, de morrer. P.S.: Nessa foto dos anos 1970, Rod conversa com o então repórter Cameron Crowe (quem assistiu a "Quase Famosos", sabe que esse cara aí é o diretor do filme que retrata suas próprias memórias como repórter da Rolling Stone). Ó o tamanho do gravador do cidadão. Isso é a história. Um brinde! Com o copo de uísque e a cara de Rod Stewart dentro.

A MAGIA DA INOCÊNCIA


Radiante, esperançoso e confiante, você começa a apostar na existência de um colorido especial ainda a ser descoberto, tal como Dorothy, ainda tingida em preto-e-branco e meio sépia, cheia de sonhos em seu coração, enche os pulmões para cantar "Somewheeeere over the raiiiiinbow...", quando é interrompida por vozes internas e externas em coro: Roubada! É roubada! Roubada! (Ok, Martin, pare o filme! Tô fora. Forinha.) Mas, mesmo assim, despertar-se, tal como Dorothy, em preto-e-branco e meio sépia, feliz: "There's no place like home". P.S.: Não é preciso ter nascido do sexo masculino, ter se descoberto gay, para, só assim, poder dizer com autoridade a frase "Judy Garland é tudo!!!", não, né?

17.3.05

LUCAS E LIDI, "L" DE LOUCOS


SALA DE JUSTIÇA 2006: Lucas, estamos esperando por você, bicho! Posted by Hello

Parece que foi ontem que a Fubiquinha nasceu e com ela toda a rebeldia que poderia haver naquela casa. Aos quatro anos, aborrecida com algum "carão" da mãe, ameaçou: "Vou embora daqui!". A família assistiu a cena, rindo: a pirralha vai às gavetas, reúne cinco ou seis roupinhas na bolsinha rosa, depois abre a porta, o portão e sai abusada, de cara amarrada, sem olhar para trás. Quando está perto de dobrar a esquina, a mãe diz, "Vai buscar ela, Déo". Todo mundo se diverte assistindo aqueles 30 centímetros de gente caminhando determinada pela rua em direção a sabe lá Deus onde. Lá na esquina, pego a menina, que esperneava e chorava: "Me larga, Dádia!". Quinze anos depois, Lidi Cabide, faz o mesmo gesto e dessa vez ninguém a segura, até porque ela ficou maior do que eu. Foi para São Paulo com o paulistano Felipe, a paixão que conheceu pela Internet dois invernos antes. Hoje, um ano depois, a maior cidade da América Latina ficará ainda maior com a chegada de mais um rubro-negro e um corintiano. Lucas terá na letra inicial do nome o mesmo "L" da mãe, o "L" de louca, de literatura, de liberdade e de love. Minha irmã, "Tes cou mai nê, albidé" - tentativa da menina, aos seis anos, de escrever a frase "Just call my name, and I'll be there".

15.3.05


HOMENS APAIXONANTES DA MÚSICA
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Aos sete anos, tive minha primeira paixão, Leandro, primo de meu melhor amigo na infância, Amilton. Passei quatro anos apaixonada por essa criatura, que, por sua vez, estava a fim de minha vizinha. Ele e ela, dois anos mais velhos do que eu, para minha tragédia infantil, deram início a um divertido namorico. Sintam o drama: para piorar a situação, eu, a contragosto, ainda ostentava na cabeça o corte Aritana, em referência ao cabelo curto do índio interpretado por Carlos Alberto Ricelli, na novela homônima da TV Manchete. Para agravar o caso, essa vizinha depois se revelou uma vilã de novela das sete, uma alma sebosa. Aos 11 anos, conheci o primo de Leandro, Leonildo (veja o nome!). Este ser, digamos, hã (espaço para limpar o pigarro), era o irmão um tanto quanto esquisito (para ser politicamente correta e não chama-lo de feio), mas era o irmão mais engraçado e mais gente boa da família. No entanto, todas estas qualidades não sacudiram meu coração imberbe. Leo (vamos chamar Leonildo de Leo e não de Nildo) era três anos mais velho do que eu, e, para dar um clima "Malhação" ao episódio, ficou apaixonado por mim. Eu, contrariada com o desenrolar da história, queria apenas rir de suas piadas e não tentar pular da Roda Gigante, como no dia em que ele quis me beijar lá de cima. Os anos se passaram, um dia reencontro Leandro e Leonildo, também estudando na UFPE, e me questionei em segredo sobre o que tanto vi no primeiro e que não tinha visto no segundo. Pois bem, o episódio datou, e Leandro entra para a biografia como a primeira paixão e que nunca soube disso. A segunda, Zico, também nunca soube. A terceira, Bruce Springsteen, também. A estréia dos meus olhos abismados em Bruce Springsteen se deu no clipe "Dancing in the Dark", em que ele, com a então contumaz calça jeans apertada e a camisa de malha com as mangas dobradas, fica flertando do palco com uma garota histérica da platéia. Perto do final da música, ele puxa a menina para dançar. Essa "screaming girl" é ninguém menos que Courtney Cox Arquette, a Monica de "Friends", em sua primeira aparição na TV. Corta a cena. O ano era 1988, primeiro ano do Segundo Grau, um cara da sala declara-se presenteando-me com a recém-lançada fita-cassete de Bruce Springsteen, "Tunnel of Love". Risca todas as palavras "love" do encarte, dobrado em oito partes. No entanto, esquece de escovar os dentes. Todos os dias. No way. Agora, em comemoração aos 20 anos da visão de Bruce em "Dancing in the Dark", "posto" aqui uma lista dos grandes homens "apaixonáveis" da música.
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1) Bruce Springsteen (pra casar, ter quatro filhos e ficar velho junto)
2) Neil Young (pra casar, ter dois filhos e se separar 30 anos depois)
3) Dave Grohl (pra namorar sete anos e viajar pelo mundo)
4) Jacob Dylan (pra namorar três anos e ficar sem palavras diante do sogro)
5) David Bowie (pra namorar durante dois anos, depois virar amigo e dividir, de vez em quando, o estojo de maquiagem)
6) Julian Casablancas (pra namorar oito meses, vomitar cerveja em Nova Iorque todinha, levar três chifres e retribuir ficando com Josh Homme)
7) Chris Martin (pra casar, ficar junto durante 15 anos e ter um filho)
8) Fabinho Trummer (pra paquerar bem de longe)
9) Frejat (pra casar durante dez anos e pedir o divórcio com abuso da voz e do sotaque dele)
10) Bruce Springsteen (pra acabar o casamento com Chico Buarque)

14.3.05

DEUS


Não contente com as clássicas interrogativas existenciais ("Quem somos?", "Para onde vamos?", "De onde viemos?") que nos atormentam, alguém, há duas semanas, resolve me acrescentar esta: "Qual o segredo do sucesso dos Beatles?" Sim, me fizeram esta pergunta, no que eu respondi: "Deus". A pessoa retrucou: "Fala sério!" (ainda se usa "fala sério"?). E eu insisti: "Deus, lógico". Vamos pensar isto como a visão de um lugar paradisíaco. Você não vai querer explicar uma imagem que nos remete ao Paraíso misturando teorias tediosas da geografia, da química, da física, da biologia e da antropologia. Quando algo é muito maior que você, você não pode apenas utilizar instrumentos concretos, você tem que, às vezes, apelar para a poesia, a filosofia e/ou a fé. Isso me fez lembrar de Elvis. Há 300 anos, John Lennon fez uma dessas brincadeiras pretensiosas despretensiosamente dizendo algo que soou como uma heresia, "Um dia, nós (os Beatles) vamos ser maiores que Elvis". Algum anjo escutou e o que aconteceu depois todo mundo sabe. Na semana passada, (re) assistindo a um especial de Elvis, de 1968, que tenho em DVD, escuto o "King" comentando com a platéia, "É... Vocês sabem que houve uma mudança muito forte na música nos últimos anos, surgiram grupos como Beatles, Byrds... Mas o rock não passa disto (pega o violão), uma mistura de rythm'n'blues com gospel". Aí ele começa a cantar os sucessos iniciais de sua carreira. É meio constrangedor assistir a essa gravação, sabendo das transformações que desfilaram pela música até então, enquanto Elvis revivia seus antigos "hit parades" no especial "de sua volta". Mas ainda havia a tal "presença", aquela que surpreendera o mundo nos anos 1950. Lennon, o herege que também havia dito que os Beatles eram mais populares do que o Cristianismo, visitou, certo dia, com os companheiros de banda, o Rei em Graceland e se deparou cara a cara com a História que previu. Sem dúvida, um momento bíblico. Mas que ninguém fez o favor de filmar!!! (vale lembrar que ali os Fab Four já eram inacreditavelmente maiores do que Elvis). Ali, o estilo do Rei já estava ultrapassado, estereotipado e cafona. Pois bem, fiz esse longo texto apenas para dizer uma coisa: o "don't you know" que Elvis canta em "Suspicious Minds" (a canção que ainda pode salvar muitos relacionamentos) é o momento mais sexy e poderoso de toda a história da música. E para dizer outra coisa: toda vez que me deparo com a imagem de Elvis, com aquele cabelo, aquele perfil, pele perfeita, sorriso perfeito, gestuais, todo o ícone em si (como se tivesse sido criado a lápis, feito os heróis das HQs), não me vem à cabeça a frase "Elvis não morreu", mas a pergunta "Elvis realmente existiu?". Ele era bom demais pra ter sido verdade. Isso me fez pensar também em outra coisa. Elvis teve um irmão gêmeo, natimorto. Deus deve ter pensado na ocasião: "Peraê! Um é bom demais. Dois desse aí vai se configurar um milagre Meu. Assim, a humanidade terá certeza mesmo de que eu, ops, Eu existo. E isso acabaria com toda a graça. Ou melhor, com a Minha graça. Só desce à Terra um mesmo, e ele terá a Minha voz".
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Moral da história (vocês se lembram de quando havia "moral da história"?): Espero que agora ninguém venha me perguntar qual o segredo de Elvis. Eu já tenho problemas o suficiente.

10.3.05

CABELO MAL CORTADO: DÊ PARTE À POLÍCIA!

Como se sabe, as noitadas, as farras podem terminar de diversas formas. Na pior das hipóteses, podem acabar em delegacia ou hospital. Na melhor das hipóteses, todo mundo sabe o que isso inclui. Mas um final feliz para uma noitada pode terminar em um... salão de beleza. Explico: ontem estava eu e Gio matando a saudade mútua, num bar, quando a minha amiga começou a comemorar meu "niu luque", ficando surpresa ao saber que fui eu mesma que cortei o cabelo. Alegremente, retribuí o elogio dizendo que um dia cortaria o seu cabelo, quando ela, sem demora, me responde com um animado "eu quero!". E eu só para testar: "Que tal hoje?" Ela: "Agora. A conta!" Não mais que depressa partimos rumo a Madalena, onde se encontrava o improvisado salão de beleza "Moquifus Fashion". Eu, receosa por, talvez, estar pondo em jogo ali toda uma amizade, respirei fundo, coloquei um disco de Miles Davis, comi um pedaço de chocolate, e encarei a missão como se não fosse o gesto tresloucado que o era, afinal de contas eu havia bebido, estava com sono e os ponteiros já se aproximavam da meia-noite. Dezenas de cachinhos no chão depois, o sorriso amarelo e apreensivo deu lugar a um vasto sorriso giovanesco, confirmando o resultado bem-sucedido da iniciativa. Tia Gio parte então satisfeita para sua casa levando consigo a assinatura da Edelson Rubro-Negra. Eu, olhando na máquina digital as fotos que fiz do flagrante de loucura, me lembrei de que essa não foi a primeira vez que uma divertida conversa numa mesa de bar desaguou num corte de cabelo. A estréia se deu em 1998, quando estávamos eu, Fabiana, Flavão e Betão num boteco, não sei onde. Conversa vai, conversa vem, surgiu o tal assunto. Quando chegamos à casa de Fab Moretti, ainda na Torre, Betão disse a frase, "corta meu cabelo", enquanto Flavão prepara todo o ambiente colocando no som um LP de Janis Joplin. E eu lá, cheia dos "qué-quéu", virada na tesoura, como se fosse o próprio Johnny Depp encarnando o "Edward". Assim Betão, o Taumaturgo Ferreira dos Pobres, tornava-se mais um nome numa vasta lista que inclui minha mãe, minha tia-vó, meus irmãos, três antigos namorados, Fabiana (só uma aparada), Dona Didi (uma avó de namorado!!!), eu mesma (desde os 13 anos) e agora Gio, que proclamou, sob a empolgação do novo visual, "não vou mais gastar meu dinheiro com esses cabeleireiros que não sabem cortar" (ela tinha cortado com um desses safados no sábado passado e não deu em nada!). Pois bem, amigos e amigas, economizem seu dinheiro comigo. Aproveitem e tragam a cerveja. Diversão garantida ou o cabelo de volta (três meses depois). Se vocês não gostarem do resultado no day after, passado o efeito do álcool, pelo menos, os salões de beleza caça-níqueis estarão menos cheios. Já as delegacias...

8.3.05

LÈ QUE L'AMOUR LÀS MULÉ


Acho que é chegado o momento. Já estava demorando muito até para eu colocar neste blog uma menção a François, e não estou falando do pirralho mal-encarado, filho do meu vizinho, o qual a mãe chama, de cinco em cinco minutos, a plenos pulmões, "Ô, Françuááááá!!!" (uma chamada como esta em francês ganharia ares de cinema-de-arte). Bem, é chegada a hora, e ela veio apropriadamente no dia das mulheres. Não sei se é só impressão minha, mas essa coisa de dia das mulheres é bem mais alardeada, festejada, decantada pelos homens do que pelas pessoas em questão. Eu, por exemplo, começo a manhã recebendo uma efusiva saudação dos palhacinhos do Detran, essas criaturas que nos matam de vergonha quando estamos tentando apenas não morrer ao atravessar uma simples rua. Dos palhacinhos do Detran a todos os homens do trabalho, fui cumprimentada. Um a um. Até flores recebi. Entro no blog (dos homens) Paulo Goethe e Luiz Carlos Pinto e tá lá a referência ao Dia. E assim segue. Diante de todo esse levante em torno do 8 de Março, me senti pressionada por mim mesma a fazer alguma menção neste blog. Pensei então num homem que pudesse representar todo esse clima de exaltação ao mulherio. Chico Buarque! Não... Chico tá muito incensado nesses últimos dias... Inclusive tá jurado de morte pelo marido "da morena". E eu o estou guardando para um post que será postado ainda nesta semana (lindo esse "post postado"). Optei por um francês. Então ta aí, Truffaut, o homem que amava as mulheres, posando ao lado de uma de suas maiores divas, ninguém menos que Fanny Ardant - quando estou de saco cheio pelo fato de "ser mulher e de todas as implicações sócio-sexual-politica-economica-artísticas que isto envolve" penso em mulheres como ela, Audrey, Bette Davis, Giulietta Masina, Ella, Elis, minha mãe, minha tia, minha irmã, Gio, Fabiana, Lule, Adriana, Cristejo, Guidinha, Patti Smith, Alci, Renata, Mafaldinha. E fico bastante feliz por não estar sozinha nessa jornada, que é mala. E, principalmente, por estar muito bem acompanhada. Parabéns, meninas. Seja lá o que isso signifique.

7.3.05


Montoya, o Felipe Vieira dos Ricos. "Pô, brother, rolou fuleragem com essa nova regra da Fórmula 1. É muito parará, maluco"


O sarará Russo, com novo visual "Cabelo de Fuba", só quer ser o Ronaldinho Gaúcho da Mundiça.
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"EU, EU, EU...CAIU NA ILHA..."
Sexta-feira, no msn, estava tendo uma conversa animada com um amigo, quando não mais que de repente ele faz a pergunta: vai assistir ao treino? Eu: Que treino? Ele: O de fórmula 1! E a corrida? Eu: Não mesmo. Aí, ele me lançou o seguinte desafio: por que você não escreve um post sobre fórmula 1? No que eu respondi, “o máximo onde posso chegar na Fórmula 1 é dizer que: Galvão Bueno é ridículo, Michael Schumacher é o Tampa, Rubinho é um tampinha e Juan Pablo Montoya é um gato. Ah, e que Ayrton Senna morreu”. Sinceramente, eu não quero ser machista, mas acho que fórmula 1 é negócio pra macho. Tava até conversando sobre isso com um amigo, que é gay, e ele me confirmou essa teoria de botequim. Já tentei algumas vezes gostar de F1, assim como já tentei fumar cigarros, e nunca tive talento para os dois. Para se ter uma idéia, quando Ayrton Senna morreu, só fui descobrir no outro dia. Mas, tenho uma explicação. Eu tava na casa da minha mãe, passei aquele fatídico domingo de 1994 lá, e o pessoal tinha desligado a energia elétrica para fazer uma reforma no teto da casa. Quando terminou o troço, já era quase meia-noite. E tal. Logo... Ah, no sábado, um dia antes, quando o piloto brasileiro deu uma entrevista no Jornal Nacional, tive um mau presságio. Sem frescura nenhuma. Mas o que queria dizer mesmo é que quando esse amigo me perguntou sobre Fórmula 1, fiz a seguinte exclamação: “esqueci de colocar no blog, no post sobre os nomes legais, que o lugar onde mais tem nome legal é na fórmula 1”. Vejamos o caso de Jacques Villeneuve, do já citado Montoya, de Rubens Barrichello, Nick Lauda, Miki Raikkonen, Alain Proust, Mark Webber, Giancarlo Fisichella, Jarno Trulli, Nelson Piquet. Quase ia esquecendo de dizer que, apesar de não curtir Fórmula 1, divido com esse amigo, o do msn, a paixão pelo Sport Club do Recife, que reencontrei ontem na partida contra o Ypiranga. Revi também Russo, o ídolo da massa rubro-negra nos anos 1990, o bom filho que à casa torna. Mas, o Cabelo de Fuba (assim, sem acento), como disse um torcedor ao meu lado, não estava muito bem. Um minuto depois que o lateral saiu, no segundo tempo, o substituto fez o gol que arrancou o placar do jogo em 3 x 0. A minha amiga rubro-negra Mafaldinha, que estava lá, me disse que, uns dois dias antes, sopraram no seu ouvido o meu “pé-quentismo”, no que eu acrescentei: “quando vou a campo, ou o Sport ganha ou rola confusão na partida”. O que é bem animador! Mas voltando à Fórmula 1, esse esporte estranho que depende mais da máquina... Pra mim, F1 é uma fórmula genial de se ganhar muito dinheiro muito facilmente. Pra mim, o amostrado Michael Schumacher, o que "se acha", não passa de um ótimo motorista. Um motorista que voa baixo, é verdade. E faço o seguinte acréscimo à frase supracitada "o máximo onde posso chegar na Fórmula 1 é dizer que...": a Petrobrás renovou o contrato com a Williams e vai doar 15 milhões de dólares por ano. E que nós estamos pagando essa farra toda. Fui! (como diria Senna). Ah! Ivson, tá aqui o post que você pediu.

3.3.05

SE FOR, JÁ ERA!


E agora?! Quem é que vai bater em Marcelo Camelo?! E como é que eu vou ver Marcão?!
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E o mundo está à solta. Sábado passado, fui àquele bar-boate novo em Casa Forte, O Super-Oito, e aconselho, "save your money for the children". Com decoração em homenagem ao cinema, o lugar tem tudo para ser legal, mas não o é. Quando penso que vou ver por lá alguns dos maiores cinéfilos da cidade, como Kleber Mendonça Filho, Rodrigo Carreiro, Marcos Enrique Lopes, Luciana Veras, Osmário Marques, Thiago Soares, Marcos Toledo, Luiz Joaquim, Carol Ferreira, Camilo Cavalcanti, simplesmente me deparo com hordas e mais hordas de um povo mauriçola sem charme e distinção. Pra vocês terem uma idéia, o bar provoca uma fila na porta de entrada, para quem passar na frente pensar que o lugar "tá bombando". Mas o lugar tá bombando, porque é uma bomba! Tinha uma porrada de gente (todo mundo gosta de lugar novinho em folha. É a teoria do "carne nova no pedaço"), como se fosse o pior trecho de "Um Drink no Inferno", mas sem George Clooney, Harvey Keitel, Tarantino e, vá lá, Salma Hayek. Ainda na fila, um cidadão que estava bem atrás de mim (êpa!), fala ao celular com entusiasmo. O início da conversa: "Aê, princeeeeesa. Cadê voxê aqui?!" (Eu só aceito você com x, se isto partir de Jorge Ben). Lá dentro, havia um palco até bem legal. Tava tocando uma banda, mais uma Beatles Cover. O vocalista do quarteto era o baterista - um dos caras mais metidos a engraçadinho e mais sem graça que já vi. O repertório equivocado incluía My Sweet Lord, aquela que fez George Harrison ser processado por plágio. Vale lembrar que enquanto a banda tocava, por trás um telão passava imagens de filme. Para minha alegria, o filme em questão era "Matrix", aquela farsa. O negócio tava tão mala que eu estava rezando para que a Péssima Companhia subisse logo ao palco (o vocalista Xandinho, o Durval Discos do Recife, já estava circulando por entre as mesas). A decoração não é esse balaio todo. Se perguntassem ali o que era super-oito, cinco pessoas saberiam responder, incluindo eu e meu amigo (vamos lembrar que Kleber Mendonça Filho, Rodrigo Carreiro, Marcos Enrique Lopes, Luciana Veras, Osmário Marques, Thiago Soares, Marcos Toledo, Luiz Joaquim, Carol Ferreira, Camilo Cavalcanti e mais Alexandre Figueirôa deveriam estar fazendo algo melhor). Digamos que a coisa mais próxima do cinema era um dos seguranças, um tipo Javier Bardem (astro do oscarizado "Mar Adentro", e que vai estrelar agora em 2005, "Che", encarnado por ninguém menos que Benício Del Toro, com olheiras e tudo a que temos direito!). Enfim. Matei a curiosidade sobre o tal "bar do cinema". Pela Sétima Arte e pelo Sport, tudo! Pero no mucho. Quero meus R$ 13,00 de volta: dinheiro da entrada e da cerveja. E como se já não bastassem todos os meus problemas, ontem tive uma triste notícia: o Charlie Brown Jr está em processo de separação. Parodiando Chorão, se for, já era. Uma banda a menos pra gente falar mal. "Se não eu, quem vai fazer você feliz?", decantava o futuro saudoso joselito-mor do rock nacional.
Posted by Hello

1.3.05

FAÇA COMO O EX-GEORGE LUCAS


Leia: "O que foi, mô fio?" Luke: "Tô meio borocochô. Sem força nem pra levantar meu sabre de luz. Acho que tô com um encosto".
Araujito, o Lapa, citou no blog de Felipe o inédito “A Vingança dos Sith”, que encerra a segunda trilogia de George Lucas. E isso me despertou para uma coisa. Como todo mundo sabe, a tentativa de repetir o sucesso de Guerra nas Estrelas foi um fiasco retumbante em relação à primeira e extraordinária investida do cineasta nos anos 1970. Como se sabe, Star Wars é um marco e coisa e tal. Mas algo do qual nunca se fala sempre me chamou a atenção nesse filme: os nomes. Os melhores nomes de personagens da história do cinema! Vejamos: Luke Skywalker! Obi-Wan Kenobi! Han Solo! Darth Vader! - isso é que é nome pra vilão, e não Nazaré!. Com essa criatividade toda de "pai coruja", George Lucas comprovou que o sucesso de um personagem também depende do impacto do seu nome. A partir daí lembro de outros, fictícios e não-fictícios, marcantes e bem-sucedidos: Tom Sawyer, David Bowie, Bob Dylan, Bart Simpson, Indiana Jones, Chico Science, Quentin Tarantino (a pessoa ser batizada de Quentin Tarantino é tudo!!!), Martin Scorsese, Clint Eastwood, Chet Baker, Ella Fitzgerald, Paulo Goethe, Che Guevara, Zack de La Rocha, Osama Bin Laden e Catherine Zeta-Jones. Mas, com certeza, entre os nomes mais estranhos (fictícios ou não) que já vi estão, Scheineder Carpeggiani (é assim?) e Jar-Jar Binks. Este último é a prova irrefutável de que o bom George Lucas não é mais o mesmo. Portanto, se você um dia for criar um personagem para um livro, filme, quadro, música ou simplesmente for fazer um filho tente ficar atento para o insight que teve o cineasta durante a Trilogia 1. E que a força esteja com você, mô fio. Sempre.