UNIVERSO DAS COISINHAS

28.2.05

FIVE REAIS BABY


Os nossos amigos Clint e Hilary: o mestre e a menina de ouro.
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Este ano tentei o tricampeonato no bolão do Oscar. Entrei na competição promovida pelo JC Online, na esperança de ganhar 40 ingressos para cinema. No entanto, foi um fracasso retumbante, o que é justo para quem não assistiu a 90% dos filmes em cartaz. Um exemplo, apostei em Natalie Portman para atriz coadjuvante, mas nos segundos em que vi a exibição da interpretação das cinco candidatas, fiquei chocada com Cate Blanchet encarnando a diva Katherine Hepburn em "O Aviador". E lá se ia mais uma categoria... Este ano não consegui assistir à cerimônia até o final. Aliás, assistir ao Oscar é uma tradição que, como cinéfila, cultivo há mais de 20 anos. E como habitué, ontem senti falta dos comentários de Rubinho, Rubens Ewald Filho, do qual tenho um livro chamado "O Oscar e Eu". Em seu lugar estava José Wilker, o Jack Nicholson dos Pobres, tecendo comentários hesitantes junto com o blasé Renato Machado, que demonstrou não entender nada da premiação, de cinema e menos do mundo das celebridades. Duro foi suportar também Antônio Banderas como cantor, a afetação de Salma Hayek, e a tradução instantânea, em que nem se escutava o tradutor nem o traduzido. Por exemplo, Sean Penn deu um fora em Chris Rock falando algo sobre Jude Law, mas não entendi exatamente o que era, porque peguei a cerimônia já em andamento. Rubinho teria comentado o caso. Pelas mãos de Renato Machado o babado passou batido. Um momento bizarro da noite foi a desnecessária "montagem drag queen" que a naturalmente exuberante Beyoncé fez nela mesma. Na hora de cantar uma das canções indicadas, a cantora apareceu com maquiagem, roupa e acessórios que, juntos, deveriam pesar uns 30 quilos (como se ela já não tivesse problemas o suficiente para se equilibrar carregando consigo aquela bunda toda). Outra nota destoante foi a tímida homenagem a Marlon Brando. Inseriram uns três segundos de imagens do ator junto a todas as outras dos falecidos do ano passado. Nos poupem. O mestre merecia muito mais. E por falar em grande interpretação, fiquei acordada até à premiação de Melhor Atriz. Estava torcendo por Hilary Swank. A menina destoa da interpretação massificada de boa parte dos atores hollywoodianos. Consegue transmitir uma convincente aura de pessoa comum às suas personagens, e arrasa. Ainda não assisti a "Million Dollar Baby", mas, diante do que ela nos deu em "Meninos Não Choram", tinha certeza de que havia novamente uma grande presença cênica. A propósito, a arrebatadora interpretação de Hilary nesse filme de 1999 foi a melhor performance feminina já vista no cinema nos últimos dez anos, o que lhe deveria render uma estatueta comemorativa a cada ano. Com o bicampeonato, a atriz conseguiu alçar seu cachê em, pelo menos, cinco milhões de dólares a mais, talvez alcançando os super-salários de Julia Roberts e Nicole Kidman, tendo ido mais longe do que as duas no que se refere à ambição maior de qualquer astro hollywoodiano. Esta história de Bolão do Oscar me fez lembrar do saudoso Rodrigo Salem, o Sasá, agora co-editor da revista SET. Há dois anos, o safado ganhou um carro num bolão da premiação. Vendeu o veículo, foi para o Reading Festival e tomou o resto de cachaça. Isso entre uma entrevista com Tom Cruise aqui, outra com Edward Norton acolá. Isso é que é vida. Mas até hoje ele me deve os cinco reais de sua parte no primeiro bolão que eu ganhei, em 1999. Um bolão bem mais humilde.
Posted by Hello

25.2.05

SEU JORGE, QUE PRESEPADA É ESSA?!


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"Ziggy, eu sei pintar
Eu não vi o seu filme
Não sou de jogar
Não bebo em pé"
(Ziggy Stardust, por Seu Jorge, que, na foto, está atrás de Bill Murray e Cate Blanchet, na frente de Jeff Goldblum e ladeando William Defoe)
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"Zero a zero, 'gora eu vou /
Você deu mole, então eu marco gol /
Zero a zero, você venceu /
Passe amanhã e pegue o que é seu..."
(Rebel, Rebel, por Seu Jorge, para a trilha sonora do filme "The Life Aquatic with Steve Zissou", de Wes Anderson, amigo de Owen Wilson e diretor dos "Excêntricos Tenenbaums").
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P.S.: O que mais impressiona nisso tudo é que David Bowie não soltou nem a pau seus clássicos para os filmes "Velvet Goldmine" e "Hedwig" (inspirados nele), e liberou pra Seu Jorge! (Agora vamos esperar a versão de Boi para "Racional", de Tim Maia). Abaixo segue a tracklist da trilha sonora do filme:
Sven Libaek - Shark Attack Theme Lyrics
David Bowie - Life on Mars?
Seu Jorge - Starman (com a versão do Nenhum de Nós)
Mark Mothersbaugh - Let Me Tell You About My Boat
Seu Jorge - Rebel Rebel
Mark Mothersbaugh - Zissou Society Blue Star Cadets
Sven Libaek - Open Sea Theme
Seu Jorge - Rock N' Roll Suicide
Joan Baez - Here's to You
Mark Mothersbaugh - We Call Them Pirates Out
HereIggy & the Stooges - Search and Destroy
Paco de Lucía - Nina de Puerta Oscura
Seu Jorge - Life on Mars?
Mark Mothersbaugh - Ping Island/Lighting Strike Rescue Op
Seu Jorge - Five Years
Scott Walker - 30 Century Man
The Zombies - Way I Feel Inside
David Bowie - Queen Bitch Posted by Hello

23.2.05

ESTE MUNDO É SEU. EU APENAS VIVO NELE.


Não satisfeito por ter composto Like a Rolling Stone, Knockin' on Heaven's Door, All Long the Watchtower, Hurricane e Jokerman, Seu Roberto ainda fez Jakob Dylan. Posted by Hello
Nesses últimos dias, assisti a alguns filmes bem legais (já havia citado aqui o impressionante documentário “Na Captura dos Friedmans” e o originalíssimo “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”). No final de semana, assisti a “Anti-Herói Americano” (a espetacular frase do título deste post foi dita ao vivo por Harvey, o "anti-herói", para David Letterman). Mais um dos "filmões" que, curiosamente, também aborda o mundo daqueles seres que os norte-americanos, e nós, aprendemos a rotular de “losers”. O “Anti-Herói” é uma espécie de Macunaíma, o cara invisível do “baixo clero”, barriga de chopp, careca, sem maldade, sem grandes ambições, derrotado na vida amorosa e profissional. Mas que é inteligente, tem bom e mau humor e cultiva um hobby, as HQs, por onde se destaca de seu mundo insosso. É uma mistura de documentário com narrativa de ficção. O ator que interpreta o “Anti-Herói”, Paul Giamatti, protagoniza também “Sideways” (olha aí, Comendador!) Este concorre ao Oscar de Melhor Filme, já levou o Globo de Ouro nessa categoria e é mais uma prova de que um orçamento curto mais uma boa história podem render um ótimo resultado. De quebra, aproveitei e assisti a dois documentários musicais, um sobre o último show do Cream (Farewell Concert) e outro sobre a primeira turnê britânica de Bob Dylan (Don’t Look Back). Vi junto com um amigo e nos acabamos de rir com o acesso fácil que o público tinha para chegar a Mr. Zimmerman, uma lenda de apenas 25 aninhos, quando nem sonhava em trocar o violão pela guitarra e usar o bigodinho ridículo de hoje. Meio que exagerando, mas imaginemos a cena: o fã abre o jornal, lê que o ídolo está na cidade, confere o relógio e a agenda, olha em volta e se diz: “Tô sem fazer nada mesmo. Vou lá no hotel bater na porta de Bob Dylan”. No quarto do cantor entrava gato e cachorro. Num dos hotéis da turnê, o gerente ameaçou botar todo mundo pra fora, por causa do barulho. No outro, o compositor armou o maior barraco, querendo saber quem da equipe tinha jogado um copo de vidro na rua. “Vamos, quem foi que jogou o copo?”, repetia, com o violão em punho. Dá para imaginar o grande poeta protagonizando uma cena dessas? Em um dos momentos, Donovan, a quem Dylan chamou (pelas costas) de “loser”, aparece no quarto e começa a tocar, se achando. Aí, Robert pega o violão de volta e simplesmente canta a recém-composta “It’s All Over Now, Baby Blue” (o que me fez lembrar de uma cena de “Amadeus”, em que Mozart "humilha" Salieri em dois minutos de piano). Há também o abestalhado do empresário de Dylan fazendo uns contratos hesitantes. E no final, o título do documentário do diretor Pennebaker (que é o mesmo de “Ziggy Stardust...”) parece ter sido feito sob encomenda para a gambiarra toda. O ano de lançamento é 1967, cinco após a estréia do jovem rimador, e um ano após a chegada do disco “Highway 61 Revisited”, que abriga entre as canções fenomenais “Like a Rolling Stone” e “Desolation Row”, cuja última estrofe traz uma frase que gostaria de registrar: “When you asked how I was doing/Was that some kind of joke?".

21.2.05

DAVE GROHL: COMO E PORQUÊ


O CDU/Boa Viagem/Caxangá, o Macaxeira/Avenida Norte, o Barbalho/Detran bem que poderiam ter passageiros como estes, principalmente o que está sentado na traseira à esquerda, o nosso adorado Dave Grohl. O homem é um dos personagens do DVD que conta todo o backstage do Nevermind. O lançamento, que chega em março, faz parte da série Classic Albums, que já narrou a história de superdiscos como o Transformer (Lou Reed) e The Joshua Tree (U2). Esta informação é um bom motivo para postar duas fotos dele (não quis esperar o novo CD do Foo Fighters para aproveitar a oportunidade de colocá-lo neste blog). Ah, e por falar em motivo, aqui seguem alguns dos bons sobre o porquê de Dave Grohl ser adorado: sorrisão pleno, se vestir de mulher nos clipes, espetacular presença de palco, compositor de grandes refrões, super-baterista do Nirvana, super-baterista do QOSA, amigo de Jack Black, inimigo de Courtney Love, compositor de Walking After You e My Hero.


Grohl e Taylor: só alegria, só arriação, só gréia.

18.2.05

Desde pequena, ficava encantava quando via um cavaquinista botando pra lascar. Há uns dois anos, comprei um cavaquinho, que, desde então, ficou enfurnado no maleiro do meu guarda-roupa. Recentemente, conheci um cara que toca cavaquinho. Pedi para ele afinar o bicho, e me dar umas dicas. Estou treinando o instrumento. Na empolgação desse momento, compus o pagode “Cortaram minha Luz” (tenho a melodia toda na cabeça), já postado aqui, e agora “Coração Leviano (Parte 2)”, uma homenagem, claro, ao elegante Paulinho da Viola (a melodia e a letra ainda estão meio nebulosas). A propósito, “Coração Leviano”, do nosso Paulo César Farias, tem um dos melhores começos de música que eu já ouvi. “Trama em segredo teus planos/Parte, sem dizer adeus” é muito bom!

CORAÇÃO LEVIANO (Parte 2)
"Canta mais uma vez a canção de ninar
Embala o sono sob o manto do sofrer
Ilude tantas lágrimas com o sonhar
Engana a tristeza com promessas de viver

Segue como aquele semelhante a sorrir
Encarna o que não tem e quer mostrar
Já é tarde para o tempo que estava por vir
Devorando tudo que era vida, sem despertar

Vence a dor, sob o nocaute. É apenas você
O sofrimento já bateu e você abriu, caiu
Ele finge que sai, mas um dia vai, sem se ver
Abrindo a fresta na janela, a manhã surgiu

Não há motivo pra chorar a noite anterior
A longa e tortuosa estrada ficou para trás
A porta não foi aberta. Mas alguém entrou
Segue adiante, pensando naquilo que serás

Volta à trilha do caminho, tudo está por vir
O mundo é bom e ruim, você vai ter que lutar
Quem tem fé ressuscita e vai descobrir
Perder o que nunca se teve significa ganhar".

17.2.05

SEX AND THE CITY: O VERDADEIRO "FRIENDS"


Carrie, Miranda, Charlotte e Samantha no último capítulo da terceira temporada. O seriado termina na sexta (descobri esta triste informação, semana passada, na casa de Fabiana).
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O assunto pode parecer um tanto quanto datado, mas como disse a alguns posts atrás, a "hora certa" para mim pode vir minutos, horas, dias ou séculos depois. Portanto, eis aqui algumas considerações sobre o seriado Sex and the City, que terminei de assistir ontem (espaço para a carinha triste).
1) Agora simpatizo (e muito!) com a amostrada da Sarah Jessica Parker.
2) Chris Noth (Mr. Big) é o homem mais bonito, charmoso, sexy e elegante que, neste exato momento, encontra-se na Terra (graças a Deus). Abaixo, segue foto dele (ou Dele).
3) Para uma mulher tolerar uma atitude "Mr. Big", no mau sentido, é preciso que essa mesma atitude parta imprescindivelmente de um Mr. Big, ou seja, um tipo Chris Noth, e que tenha aquela voz (!). Senão, nada feito.
4) Nada a ver a participação do bailarino-ator Mikhail Barishnikov, bancando o sexy, charmoso, rico, elegante, refinado e macho. Passe amanhã.
5) A velhinha Magda merecia mais falas. A atriz é muito carismática.
6) O casamento "dois" de Charlotte: a cena mais engraçada de todo o seriado.
7) O amigo estridente e histérico de Charlotte foi um achado.
8) Se não fosse um seriado, Sex and the City terminaria assim: Samantha teria morrido mesmo de câncer ou Aids (97% dos homens não usaram camisinha com ela); Carrie se casaria com Aidan (que faz a linha "homem plausível, possível e maravilhoso"); o simpático Steve continuaria com a simpática Debbie (logo, o garotinho Brady teria cabelo preto), e a cética Miranda se casaria com um advogado chato e divorciado, com três filhos chatos na faixa dos 20 anos; Charlotte se casaria com o advogado judeu careca, mas não levaria o super-apartamento do ex Trey (ressuscitaram Kyle Maclachlan), e sua cachorrinha não ganharia o concurso; Big terminaria casado com aquela mocinha vinte anos mais nova que ele, e dia sim, dia não, lhe presentearia com um par de chifres; Smith Jerod é uma lenda urbana (é bom demais para ser verdade). E se Samantha não tivesse morrido e encontrado Smith Jerod, estaria ainda com sua namorada brasileira (Sônia Braga).
9) Vamos aguardar agora o filme Sex and the City (mesmo sem Kim Catrall).
10) Palavras que são a cara de Sex and the City: meanwhile e fabulous.
11) Danuza Leão foi Carrie Bradshaw antes de Carrie Bradshaw (alter ego de Candace Bushnell).


O nosso Christopher Noth: o homem que deu vida, e que vida, ao Big da Big Apple. "Tu é bonito, hein, cara?"

16.2.05


BOB ESPONJA NO MEU BANHEIRO...


Sonhar é muito bom. O bicho pegando no mundo (Severino Cavalcanti, Pará, Michael Jackson...) e eu tendo nesta madrugada um sonho rastafari, um encontro com Bob Marley (já sonhei conversando com Paul McCartney, George Harrison...). Sim, mas o que alguém poderia fazer dentro de um sonho com Robert Nesta Marley? Não, nada disso, ou melhor, daquilo. Inacreditavelmente, eu taquei todo o frasco de xampu do meu banheiro nos dreadlocks do homem, e me pus a lavar o matagal (parou por aí...). E na trilha sonora do banho (meus sonhos têm trilha sonora) tocava "I wanna love you, and treat right, I wanna love you every day, and every night, we'll be together..." Ah! Esse episódio do inconsciente me fez lembrar da histórica pelada do rastaman no sítio de Chico Buarque, no Rio, que contou com dribles de Alceu e Toquinho e vitória do time do jamaicano, em março de 1980 (um ano antes de sua morte). Fui procurar na internet o registro desse acontecimento (já tinha visto essa foto há muito tempo, em algum lugar, com ele e Chico no mesmo click), mas só achei esta que está aí. E de brinde, segue também a sua estréia na capa da Rolling Stone, em agosto de 1976, quando a revista rendeu-se, pela primeira vez, a um ícone do Terceiro Mundo.
Posted by Hello

10.2.05

O OTIMISMO DO PESSIMISTA É ESPERAR SER CONTRARIADO (ÀS VEZES, POR SI MESMO)


"Eu queria morar em Beverly Hills, numa mansão de um milhão e quinhentos mil, ter limusine, piscina, telefone celular, limpar a bunda com dólar e arrotar caviar/Eu queria ser amigo de Kelly, Brendaw, Brenda e Donna..."
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Agora, sim, o ano começou! E nada como começá-lo com o pé direito ("...nas Casas Zé Araújo"). Isso depois de ter caído na fuzarca momesca. Como se nota, ao contrário do que afirmei a alguns posts atrás, caí no frege, me joguei na farra, fui à forra, mergulhei na esbórnia! Que mais? É isso. Este foi, sem frescura e sem dúvida, o melhor Carnaval dos últimos dez carnavais. Pra mim. Começou como deveria ter começado, ainda na semana pré, na quinta, no show podreira ao qual terminei não assistindo, o de Wander Wildner, no Garagem (nem falar com o bicho fei eu consegui, dado o assédio). E na sexta, Orquestra Manguefônica. O que dizer das duas melhores bandas nacionais viajando no mesmo palco? Luxo! Classe A! Bateria nota dez! Agora só falta lançar aquilo tudo em CD, para a nossa alegria. Fiquei, sinceramente, passada! (O mundo gay ainda não inventou termo melhor para descrever certas emoções). Muito orgulho da Nação e mundo livre e de Fred Zeroquatro, que não discursou! Por pouco. No domingo, o Quanta Ladeira! A Sala também!!! E seus fiéis (e lindos) seguidores, a exemplo de Dona Fanta, Iemanjá e Oxum (ou Ogum? Eu não sou, como diria Toledinho, "iniciada nos ritos afros")! De lá, escapamos com vida, tal qual "Lawrence da Arábia", todo lascado, mas bronzeado e satisfeito de sua missão. E Chapeuzinho deu de cara com Lobo, Lenhador e Vovó (mesmo!). E ainda dentro deste mesmo contexto, cabe a pergunta: onde estava o Fantasma, que ninguém mais o viu durante a procissão ladeira abaixo? A segunda-feira: rolou um momento Peter Tosh + Marvin Gaye + Zeca Pagodinho = Uau! ("If you know what i mean...") E de quebra, samba no Marco Zero, para "desencher" o saco de frevo!!! Terça-feira gorda e quarta de ressaca. Só. O backstage fica comigo. Em meio à dobradinha "sono e folia", ainda sobrou tempo e espaço para DVDs. Duas cacetadas: "Na Captura dos Friedmans" e "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças". Este termina com o nosso Beck cantando "Everybody's gotta to learn sometime...". Eu aconselho. E quem, em alguma remota noite, sofreu por amor, prepare-se para assoar o nariz (eu, que não choro com qualquer filme, dei as minhas assoadinhas no papel higiênico). Charlie Kaufman deixa qualquer um, hã, hum, passado.

3.2.05

VIVER É DESENHAR SEM BORRACHA





Devemos estar chegando mesmo perto do fim do mundo! Como aquele brilhante garotinho pode hoje estar prestes a ser julgado por abuso sexual infantil, num tribunal na Califórnia, e mais (!!!), num tribunal na Califórnia cujo governador é Arnold Schwarzenegger?! Bem, o Papa é pop e o Oriente Médio também. Só que a doença de um e a guerra no outro podem até abafar, mas não vão conseguir "escantear" o último grande "show" do Rei do Pop, o seu julgamento. Mais de mil repórteres do mundo inteiro estão cadastrados para a cobertura jornalística do ano. Em Santa Maria (Califórnia), onde o "espetáculo" vai acontecer, os escritórios que têm vista para o tribunal já alugaram seus espaços para jornais e TVs, andaimes foram montados e o café local se transformou em uma mini-redação. As autoridades locais vão construir barricadas, toaletes portáteis e uma sala de imprensa. A seleção do júri completa o circo armado. De quatro mil candidatos a jurados, muitos são fãs do cantor, mas daí se tira também racistas, protestantes fervorosos, republicanos, nazistas, simpatizantes da Ku Klux Klan e o Palhaço Krust. Em meio a tudo isso, me vem a inesquecível lembrança da primeira vez que escutei o disco-acontecimento "Thriller" ("...But the kid is not my LOVER!") e da frase simples e genial de Millôr, "Viver é desenhar sem borracha". P.S.: Ah! Depois de ler a manchete sobre Michael Jackson, o Ministério da Saúde recomenda olhar para a foto de Johnny Depp!

1.2.05

A LIBERDADE É AZUL (OU BLUE)!


Amigos, este foi um dos presentes mais bonitos que já recebi. É bom saber que, 12 anos depois, alguém ainda te enxerga azul e te oferece um poema como este:
BOA SORTE
O tema da canção
Meu coração guardou
Para dar a quem trouxer
A mensagem dos caminhos
Livres
Viagens de buscar
Sertão e beira-mar
Brincar de bem-me-quer
E uma doce companheira
Sempre
Hoje a noite serenou
Orvalho nos quintais
Acordei pensando em nós
E uma estrela caiu
Lembrei de não chorar
O tempo que passou
Lembrei de desejar
Boa sorte pra você
E o dia clareou

MEANWHILE...


NO RUGE-RUGE Aonde este mundo vai parar, meu bom Deus?! Deram o ganho na carteira de Zé Guilherme em plena Sala de Justiça! Quem terá sido o autor desse crime? Macacos nos mordam!!! Lex Luthor?! Esqueleto?! A Madrasta da Branca de Neve?! Santo mistério, Alberto! Ei, acho que conheço esse rapaz à esquerda, com a lata de, hã, cerveja na mão.