UNIVERSO DAS COISINHAS

29.11.04

A GRANDE VERDADE DE JORGE DU PEIXE

Desde o fim do show da Nação Zumbi, na sexta passada, uma frase me persegue: “Toalha nova não enxuga...”. De lá pra cá, mais de 48 horas se passaram, já escutei Zeca Pagodinho, Lou Reed, Moby, Jorge Ben, Jackson do Pandeiro, Rolling Stones, Gilberto Gil, Wilco, Mestre Marçal, Ben Harper, Marvin Gaye, Barry White, e a pôrra da frase, com o vocal medonho de Jorge du Peixe, não me sai da cabeça. Pelo menos, a bendita guarda uma grande verdade, a de que “toalha nova não enxuga (direito)”. Outros ensinamentos pescados no cancioneiro:

1) “De perto ninguém é normal...”
2) “What comes is better that what came before…”
3) “Prudência, dinheiro no bolso, canja de galinha não faz mal a ninguém...”
4) “De cada amor tu herdarás só o cinismo...”
5) “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...”
6) “All the nation, stop de punhetation…”
7) “O melhor lugar do mundo é aqui e agora...”
8) "There’s no future for you...”
9) “Tudo agora mesmo pode estar por um segundo”
10) “Vai vadiar, vai vadiar, vai vadiar, vai vadiar…”

25.11.04

A PEDIDOS...

Aaahhh....as paixões repentinas e passageiras... O que seria de nós sem elas? Elas que necessariamente não precisam ter a consumação do objeto desejado. Elas que precisam existir apenas para dar um sabor diferente a um dia-dia, muitas vezes, chato. Parecem ser bem melhores quando o alvo não faz a menor idéia da nossa existência e, muito menos, do nosso sentimento.

Vejamos o caso de Tonhão, o dono do Bar do Tonhão. Hoje é uma febre que dura quase uma semana. Felizmente, não estou sozinha nesta. Fabeyoncé também teve o mesmo arrebatamento que eu no sábado passado, durante o aniversário alto astral de Renata. Essa paixão súbita já rendeu alguns comments neste blog e um pedido por parte da outra apaixonada para um post sobre ele, o Antônio Soares.

Conheci Tonhão em 1992. Na época, ele morava em Campo Grande e eu, em Casa Amarela. Ele é o irmão mais velho de um grande amigo meu, que hoje mora em Brasília. Era o mais introspectivo de quatro irmãos altos, morenos e introspectivos. Quase não falava comigo quando ia à residência dos Soares. Eram apenas cumprimentos cordiais.

Passados muitos anos sem ver e lembrar de Tonhão, o revejo no seu bar, uma típica casa de bairro classe média baixa, branca, com muro baixo (permitindo que os clientes sentem-se nele sem cerimônia), varanda aberta com vários arcos e frente cimentada, onde ficam as mesas e cadeiras. Situa-se quase no Rosarinho, quase Encruzilhada, quase Campo Grande.

Quem serve é o próprio dono, com exata seriedade, respeito e atenção. Em um certo momento daquele sábado, Tonhão se ausentou uns quinze minutos. Quando retornou de dentro da casa, surgiu tomado banho, cabelo molhado penteado pra trás, perfumado. Do alto de seus quase dois metros de altura, quarenta e tantos anos, morenice, trajava bermuda bege, camisa regata amarela e sandália de couro. E o toque de gênio, havia um grande bigode.

Tonhão, marido, pai, irmão, homem, cidadão, vizinho, coloca com muita dignidade seus óculos para fazer a leitura do jornal, que é interrompida pelos pedidos de cerveja e comida, da boa. Sempre calado, observava simultaneamente clientes lá fora, e sua esposa e filha lá dentro da casa. Não há dúvidas, estamos apaixonadas por Tonhão. Nosso ídolo.

22.11.04

SESSÃO "FILME MULHERZINHA"


A sintonia perfeita entre Gregory e Audrey no filme que é a representação do amor Posted by Hello

A Sessão Filme Mulherzinha não poderia deixar de estrear com ela, a atriz símbolo dos “filmes para mulher” (com e sem preconceito). Trata-se de Audrey e seu primeiro grande papel no cinema, a "princesa" de Roman Holiday (no Brasil, “A Princesa e o Plebeu”). Apesar da aparência inofensiva, o filme é muito bom e seus bastidores guardam boas polêmicas. A começar pelo roteirista, Ian McLellan Hunter, que, na realidade, era Dalton Trumbo, já perseguido nos EUA por ser comunista. O primeiro diretor escalado (não lembro o nome) abandonou as filmagens com medo de retaliação. Quem assumiu o comando foi ninguém menos que William Wyller. Enquanto isso, Cary Grant negava o papel do “jornalista” por considerar que a presença da princesa era bem maior que a do jornalista (o Plebeu). Roman Holiday foi o primeiro produto hollywoodiano a sair dos estúdios (toda a equipe viajou à Itália), tendo a fotografia como uma homenagem ao neo-realismo italiano (os figurantes também eram “pessoas de verdade”). Audrey, que ainda não havia filmado com Billy Wyder as películas que lhe renderiam a fama de chique e elegante (como "Sabrina"), envergou seus primeiros figurinos, assinados por Edith Head. Para fechar, Gregory Peck, já uma grande estrela, insistiu com Wyler para que o crédito da novata tivesse o mesmo tamanho do dele na abertura do filme. Disse algo como, “Ela ‘rouba’ todas as cenas”. Estava certo. Audrey ganhou o Oscar de Melhor Atriz e começava a se tornar a “namoradinha” de multidões mundo afora. Para concluir, cito aqui um episódio que resume tudo o que foi dito. Um ano depois de ter assistido a esse filme, li uma entrevista de Kleber Mendonça Filho com Woody Allen (que foi capa da Continente) em que o crítico fazia uma pergunta dificílima ao cineasta, qual seria o filme que representaria o amor. O diretor: “Roman Holiday”.

SESSÃO "FILME CABRA-MACHO"


Bogart, sem a pose de galã, bem Seu Lunga, e o inacreditável Walter Houston em cena de "O Tesouro de Sierra Madre", filme-testosterona pra ninguém botar defeito. Ah! Não tem mulher no elenco! Posted by Hello

Inaugurando a série, um clássico de John Houston, “O Tesouro de Sierra Madre”. A premiada obra não é exatamente um bang-bang. Por isso, o cineasta inseriu umas duas cenas de bandidos (não há mocinhos) trocando tiros só para não decepcionar o público do faroeste. Mas é, na verdade, um tratado sobre como a ambição pode destruir a vida de uma pessoa. A película é tão marcante que o personagem Fred Dobbs, interpretado pelo super cabra-macho Humprey Bogart, foi eleito, agora em 2004, o segundo maior papel da história do cinema (o primeiro, Don Corleone). Esse é um dos raros homens interpretados por Bogart em que ele sai da pele do sedutor. No “Tesouro” o também cabra-macho Houston faz uma ponta de luxo, e ainda escalou o pai, Walter, para atuar com um dos companheiros de Fred Dobbs na busca pelo ouro. Ambos foram premiadíssimos como diretor e ator coadjuvante. O final guarda uma das melhores frases já ditas no cinema.

19.11.04

A INTERNET E BILL


O nosso Tarantino com David Carradine, o homem que deu vida e charme a Bill, o cão, o alma sebosa, o caaaabra safado!!! Posted by Hello
A internet nos prega umas peças. Veja só. Marinho, meu irmão, de apenas 22 aninhos, foi convocado ontem para começar a trabalhar no Banco do Brasil (ele passou no último concurso). O bicho, que sempre foi um menino-prodígio, tá todo feliz e amostrado.
Na hora em que eu soube da novidade, o vi online no messenger. Fui dar parabéns. Mas ele respondeu com um “não sei quem é você”. Achei que fosse mais uma das suas. Insisti. Ele completa: “Da última vez que você tentou falar comigo, fiquei tentando me lembrar de onde te conhecia”. Liguei imediatamente para ele, que estava...dirigindo!
Na realidade, o "cara online" era uma pessoa que usava o mesmo apelido do meu irmão, e eu havia registrado o e-mail errado. Expliquei o caso ao desconhecido, me desculpei e tchau. Aí ele escreveu algo como, “Isto pode ter sido o destino”, e pediu para eu continuar a “falar” com ele.
“Você é alguma espécie de tarado?”, hesitei, brincando. “Não, e nem tenho cara de tarado”. Aí ele (engenheiro, 28 anos) enviou suas fotos digital. Estava no trabalho, todo arrumado. Pra saber se era mesmo o cabra, solicitei uma pose específica e ele a mandou.
Mas o que tudo isso quer dizer? No meio do papo reticente, pesquisei qual o último filme que ele assistiu e recomendaria. O stranger disse que o tal era muito violento e que eu não iria gostar, aí escreveu: “Kill Bill 2”. Rá!
Tá aí, todo esse blá-blá-blá em torno dessa figura foi para registrar aqui a minha paixão por esse que é o filme do ano: da abertura, com a Noiva fazendo retrospectiva do que aconteceu no primeiro, às lutas, às mortes, aos diálogos, às personagens e à interpretação de David Carradine.
Tarantino, que já havia nos dado Pulp Fiction, a obra-prima dos anos 1990, continua sendo nosso! (Truffaut disse certa vez que um grande filme deve ter, pelo menos, três grandes momentos. O que dizer de Pulp Fiction e suas mais de dez marcantes cenas? E de Kill Bill, dez anos depois de Pulp Fiction?).
O mais interessante é que baseando-se apenas no argumento de Kill Bill, ninguém acreditaria que renderia um bom filme, imagine dois: após quatro anos em coma, uma mulher se levanta para se vingar dos que tentaram matá-la, numa lista de cinco pessoas! Com uma história dessas é muito fácil um cineasta pisar na bola. Mas não Tarantino. Se ele existe, tudo é permitido.

17.11.04

CANALHAS, CERVEJAS E TSUNAMIS

Dia 15 - Não podemos desperdiçar as verdades ditas entre goles de cerveja (não é do meu feitio fazer propaganda pró-mangüaça, mas vamos lá). Na última segunda, um bródi fez o seguinte desabafo: “As mulheres preferem os canalhas”. Pára tudo. É lógico que uma frase dessas partindo do sexo masculino não pode ser nunca ignorada. E só deve ter partido de uma alma que sobrevive contrariada e sem esperança alguma de dias melhores para os homens de bom coração.

Para não ofender a categoria, calada estava, calada fiquei, até que ele insistiu: “Tô certo ou tô errado?”. Aí não resisti: “Certo!”. Mas esqueci de dizer a ele que deve haver uma explicação científica para esse fenômeno mundial e atemporal: eles, os caaaaaabra safados, em sua maioria, são comunicativos, espertos, simpáticos, perspicazes, performáticos, sedutores, iluminados. O mulherio não resiste.

Mas há salvação para os homens de bom coração. As mulheres sempre desejam se casar com estes. Resta saber se isto é bom ou ruim.

Dia 16 - Nesta terça, entre latas de Skol, no meio de uma conversa animada, um outro amigo indagou com muita alegria nos olhos, “É muito bom morar só, né? Não quero me casar nunca mais na minha vida!”. E fechou: “Tá louco?! Eu chego a hora que quero, bebo a hora que quero, escuto música a hora que quero, leio, vejo filme, vou dormir a hora que quero”.

Isto me fez pensar que, além de uma boa dose de silêncio, a felicidade de um casamento pode estar diretamente ligada ao bom ou mau funcionamento de relógios biológicos, fisiológicos e filosóficos. Seja lá o que isso signifique para cada casal.

Dia 13 - Entre goles de cerveja (mesmo que seja a Polar) nascem namoros, casamentos, parcerias, crimes, conspirações, traições, idéias geniais, idéias imbecis e muitas bandas fictícias de rock. No último sábado, estava com uns amigos queridos num bar, quando tivemos a brilhante e original idéia de criar (mais) uma indispensável banda de rock no Recife. Passamos, pelo menos, uma hora discutindo o nome e os integrantes (alguns nem sabem ainda). Entre os membros já estão confirmados dois veteranos, João Bosco e Patti Smith.

Dia 12 – Sexta passada, rolou almoço cervejeiro com Irmão Araújo, Rodriguete e Osama. No final, taquei uma frase: “Todo homem que sabe conduzir muito bem uma mulher numa dança de salão ou é gay ou cabra safado”. Todos concordaram.

Em tempo: tentar falar algo numa mesa de bar em que esteja presente Rodriguete, o homem conversa, o Albert Camus do Recife, com seu eterno cigarro no bico, é travar uma luta contra um tsunami, algo maior do que você e todos a sua volta.

16.11.04

TROCANDO DE BIQUÍNI

Paul Drayra, em seu multifacetado blog (http://www.guitargrinder.blogspot.com/), conta que, semana passada, ouviu um cara cantar, a plenos pulmões, “Molina, where you goin’ to?” como “Olinnnnda, David Copperfield...”. Esta maravilhosa, instintiva e espontânea versão para a música do Creedence me fez lembrar, mais uma divertida vez, dos clássicos do “ovirudum”, as confusões com letras de música. Aqui seguem algumas pérolas que me chegaram aos ouvidos ao longo dos anos:

1) “Boi enfiado na lama..." (“Tô enfiado na lama...”, Chico Science)
2) “Diga não ao papai, liberte a mãe dela e nossos dois irmãos..." (“Diga não ao Apartheid, liberte Mandela, nosso grande irmão...”, Banda Reflexus)
3) “Amarelo deserto e seus tremores...” (“Amar é um deserto e seus temores...”, Djavan)
4) “Sentimentilhado...” (“Sentimento ilhado, morto, amordaçado...”, Fagner)
5) “...a mantissidão” (“Nos lençóis macios, amantes se dão...”, Rei)
6) “Oh, Johnny…” (“Oh, Darling...”, Beatles)
7) “Oviridum” ( “Ouviram do Ipiranga às margens plácidas...”).

12.11.04

FEBRE (E ATAQUE CARDÍACO) DE BOLA


Michael Jordan, citado no post abaixo, encabeça lista dos Negões Mais Fofos do Mundo, ao lado de: 2) Denzel Washington. 3) Ben Harper. 4) Snoopy Dogg. 5) Léo Madeira. 6) Will Smith.

Após o “caso Serginho”, com a morte súbita assistida em cadeia nacional, os clubes começaram a varredura dos cardíacos nos campos. Jogadores, ao menor sinal de alerta, já são afastados; enquanto outros estão participando de baterias de exames. Sem dúvida, o peneirão do coração é um momento histórico no futebol brasileiro e motivo de desespero para muito jogador.Imagina tu sendo boleiro profissional, pai de família, aí chega o médico e diz que não tens condição de jogar mais, porque pode rolar um troço (a cada cinco minutos, um brasileiro tem um troço)? Que caos. Fazer o quê da vida, sendo tu um jogador de futebol, geralmente, sem diploma de doutor, e, em alguns casos, um cara famoso? Vender picolé? Traficar? Abrir um pagodão? Um bar? Uma auto-escola? Uma farmácia?
Toda essa história de morte súbita me fez lembrar de uma antiga frustração, a de não ser atleta - mais ou menos como diz a música do Skank, “quem não sonhou em ser um jogador de futebol?”. Pois se eu pudesse escolher queria ter sido na minha vida “jogador de futebol”. No masculino mesmo, pois ainda não consigo gostar do feminino (mesmo após as Olimpíadas). Sem machismos, mas ainda acho meio esquisito. Talvez essa idéia mude daqui a uns anos. E isto seja apenas falta de costume. Se bem que estou abusada do futebol masculino, desde 2001, quando...
O certo é que toda vez que vejo um atleta dando tudo de si, dou um suspiro, me projeto, como no caso de Daiane dos Santos, das meninas e dos meninos do vôlei e do basquete. Até joguei basquete, dos 11 aos 13 anos. Nessa época, tinha 1,50 m! Mas o restante da equipe também era de anãs. A pivô, Patrícia, quase liliputiana, media pouco mais de um metro. Lembro de um jogo, no Vera Cruz. Era colégio público (o meu caso) contra colégio particular. A menina que me marcava, quase três de mim, me deu umas trombadas e me esculhambou com os maiores palavrões até então inexistentes, criando aquela tensão psicológica lado a lado. Mas o certo é que até então, eu segurava o fôlego.
A partir dos 15 anos, toda vez que eu participava desses esportes coletivos, como vôlei, rolavam umas taquicardias que brochavam a vontade de continuar no jogo. Agorinha, em 2004, participei de uma pelada mista, num campo society no Parnamirim. Quase tive um piripaque. Parei para não rolar “um Serginho” (na época, ainda era “um Vivien Foe” ou “um Miklos Feher”).Joguei também uma pelada mista (só tinha eu de mulher) de basquete, na qual o Michael Jordan era Podreira. Depois, tome arritmia. A sorte é que aprendi a controlar a respiração nesses casos. Mas, até hoje, não ser uma atleta, mesmo que de final de semana, me frustra e muito o coração.
Posted by Hello

FELIZ ANIVERSÁRIO, FABEYONCÉ!


C-E-R-T-A: Toda embonecada para a festa de despedida da casa dos 20, Fabeyoncé desce, sem medo de ser feliz, linda e loira de sua Mercedes-Benz em plena Rosa e Silva! Posted by Hello

10.11.04


Audrey: escolhida numa dessas listas internacionais o mais belo rosto do cinema (a sobrancelha carregada de lápis é um detalhe) Posted by Hello

THE UNTOUCHABLE GODDESS

Estatística: 99,9% das mulheres não nascem com a cara de Monica Bellucci ou Catherine Zeta-Jones ou Audrey Hepburn ou Marilyn Monroe ou Winona Ryder ou Rita Hayworth ou Fanny Ardant ou Sophia Loren ou Catherine Deneuve ou Jaqueline Bisset ou algo vagamente perto disso. Portanto, as “bonitinhas”, as "fofinhas", as “engraçadinhas”, as “gracinhas” podem relaxar, não estão nem estarão sozinhas e "jeitosinhas" nessa jornada nunca.

CIRCULANDO...

  • Algum dia hei de ver as calçadas do centro do Recife sem as malditas pedras portuguesas, que, além de acumular sujeira, servem para quebrar saltos de sandálias e afetar problemas de coluna. Alguém deve ter recebido muita grana na venda dessas bexiguentinhas. E a idéia de colocá-las deve ter partido de um outro alguém que não precisa andar a pé pelo centrão.

  • Algum dia hei de voltar a banhar-me na praia de Boa Viagem. Não que isso seja grande coisa. Mas, quero ter esse direito novamente. Pelo menos, uma coisa é certa, o mar, hoje apenas freqüentado pelos tututubarões, está um pouco menos sujo do que nos gloriosos anos de farrofadas e muito cocô.

  • Algum dia hei de atravessar as ruas do Recife sem a presença dos palhacinhos, que, entusiasmados demais, já se dão ao luxo de puxar a orelha dos pedestres e de bater na bunda do povo com cornetas de plástico. Eu posso?

9.11.04

CANGACEIRA!

O Cão está de volta. Depois de quase duas semanas fogueteando por festivais de cinema e música em Sumpaulo, a Cãolhorda está na área, ainda sob o efeito do álcool e do show de Polly Jean. No entanto, não viu Seu Wilson (como assim?). Por isso não recebi uma atrevida ligação telefônica no domingo às 21h, diretamente da capital paulista, para me matar de inveja...Caaaabra safada!

8.11.04


Sobrevivência: mítico cantor, compositor e instrumentista agradece a compra dos mais de seus 45 discos pelos júlios mundo afora

ELE ESTÁ ENTRE NÓS

Comecei este humilde blog, na semana passada, com um texto introdutório que citava Júlio Jacob como a primeira pessoa de quem ouvi falar sobre blogs. Dois dias depois, sexta, ligo pro homem para avisá-lo de que eu estava com a página na internet. Toca o telefone: “Oi, Júlio, tudo certo?” Mal termino, ele ataca: “Vi o seu blog, moça!”. Como assim?! Ele já sabia do troço! Porque já tinha lido no de Zé Guilherme um comentário meu, que vinha com o link da minha página! E também já tinha visto no de Juliana o meu nome na lista dos blogueiros. Isso ele faz entre leituras do New York Times, NME, Rolling Stone, JB, Folha de S.Paulo, Deprê, Estadão, Gazeta de Cabrobó e de mais meia dúzia de blogs. É um monstro, que tem como uma de suas indiscutíveis qualidades a de ser, no Brasil, o maior fã de Van Morrison.


Crássico dos 1980: Os Fantamas se divertem! Posted by Hello

KILL ME, PLEASE (A LITTLE)

Muita gente já deve ter tido, pelo menos, algum dia, uma vontadezinha de morrer. Morrer repentinamente, sem dó nem piedade de si. Isso num momento de raiva, de agonia, de choro, de ranger de dentes, de tristeza, de melancolia, de contrariedades, de adversidades. Puft! Mortinho da silva. Mas, que bom seria se nós pudéssemos morrer momentaneamente, e não essa coisa definitiva que já levou tanta gente boa e tanta gente ruim rumo ao desconhecido. Seria interessante poder passar uns dois, três dias, morto. Ou, quem sabe, uma semana, um mês de férias no além, com defuntos amigos e ídolos. "Cadê fulano?". "Tá morto, por enquanto, mas ele volta dia 30. Quer deixar recado?". Isso com cronograma para renascer e todos os direitos reservados pela Constituição, principalmente, o de não perder o emprego e de não ter o corpo violado por tarados! Depois, despertar revigorado e cheio de esperança, como uma criança refeita, para enfrentar novamente este mundo cruel.

7.11.04


I luv you, doidinho varrido! Posted by Hello

GOD ONLY KNOWS

Se a vida fosse perfeita, eu estaria hoje em Sum Paulo de frente para um certo norte-americano de 62 anos, com as lágrimas caindo de quatro em quatro no meu rosto. Mas tenho consciência de que o pobre tem seu lugar e de que não pode cometer certas extravagâncias financeiras em troca de uma hora e meia de satisfação diante de um ídolo. Não, não, não! Não me arrependo. Hummm.... E me recuso a ficar em casa assistindo ao DVD dos Beach Boys como compensação. Hummm...

5.11.04


Edward James Norton Jr, deixe a canastrona! Posted by Hello

DIVOS – Parte 1

Gregory Peck, em 1953
Gary Cooper, em 1945
Harvey Keitel, em 1968
Chico Buarque, em 1963
Bob Dylan, em 1966
Che Guevara, em 1959
Zico, em 1982
Ed Norton, desde 1969

"Um outro alguém"

Na entrevista coletiva do último filme de Woody Allen (“Melinda e Melinda”, que estreará no Brasil daqui a cem anos), o cineasta fez, mais uma vez, sucesso entre os jornalistas. Paparicado pela crítica em cada pergunta, o “looser que venceu” soltava uma pérola digna de aspas a cada resposta. Os repórteres babavam em idolatria. Não é para menos. Afinal, Woody é autor de algumas das mais geniais frases já ditas pelos seres humanos. Uma: “Minha única tristeza na vida é a de não ter nascido outra pessoa”.

Brincadeira dele ou não, também já fui acometida dessa vontade medonha de ser “um outro alguém” (esta expressão deveria ter sido patenteada por Marcelo Camelo no primeiro disco dos Los Hermanos!). Agora segue a lista do “meu eu que não rolou”: Jorge Ben (com Jor e sem Jor), Gil (o ministro, não a Preta), Nelson Rodrigues, Millôr e o próprio Allen. Por quê eles? Porque são geniais e sabem (e/ou souberam) viver muito bem, entre outras coisas que estou sem vontade para pôr aqui!

Por que não mulheres?! Porque ser mulher é um tiro no saco! Vocês não têm noção, meninos! Vocês não têm noção. Por isto, bebam, festejem o simples fato de terem nascido homens! Sobre isso falarei qualquer dia desses. Enquanto isto, mais uma pérola do judeu: “Se Deus existe, por que Ele não me dá um sinal de Sua existência? Como por exemplo, abrir uma bela conta em meu nome num banco suíço?”

4.11.04

Haloscan commenting and trackback have been added to this blog.

3.11.04

Testando...

A primeira vez que ouvi falar de blog foi lá pelos idos de não sei quando. Júlio Jacobina, o grande Júlio Jacobina, me dizia que acompanhava blog tal, blog tal, que um falava sobre música, o outro sobre não sei quê. Ele me deu alguns endereços, nunca entrei e perdi as anotações. Até que duzentos anos mais tarde, algumas pessoas mais próximas começaram a criar suas páginas. Passei a acompanhá-las. E, seguindo a regra do “todo mundo pinta o sete, eu também quero pintar”, aqui estou.

A dificuldade depois de decidir ter um blog, foi reunir coragem para fazê-lo e, claro, também matar a vergonha a pauladas. Até porque rola um pouco e/ou um muito de exposição nisto tudo. Passada a dúvida inicial sobre ter ou não ter, iniciou em mim uma certa frescura para escolher o nome do bicho. Pensei em
www.whatthefuck.blogspot.com, www.whatthe.blogspot.com, www.agora.blogspot.com, e outros tantos, quase todos existiam.

Durante esta jornada com a não-criatividade conheci algumas páginas interessantes, outras nem tanto, e muitas que foram abandonadas pelos seus autores.

A primeira idéia, a que, segundo um amigo meu, nunca deve ser ignorada, era que o endereço fosse
www.eunaoconsigoseralegreotempointeiro.blogspot.com.

O endereço seria inédito! A tentação era grande, mas consegui superá-la, até porque não somente eu e Wander Wildner não conseguimos “ser alegre o tempo inteiro”... Tem também a torcida do Náutico, do Sport, do Santa e a do Flamengo. Além disso, me imaginei sendo no futuro personagem de alguma matéria sobre os fãs que (até) lançam páginas em homenagem ao sujeito. E não é este o caso, dentucinho. Mas gosto de ti.